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Conheça as 8 raças de cachorros modificadas em laboratórios

É difícil encontrar alguém que não se encante por cachorros, já que eles são tão dóceis com os homens. No entanto, poucos de nós sabemos a história por trás de algumas raças caninas. Então, conheça aqui as raças de cachorros modificadas em laboratórios!

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por Priscila B.

30/09/2020 | Atualizado em 12/10/2021

Descubra quais são os cães que se transformaram ao longo do tempo

Mas, afinal, quais as raças de cachorros modificadas em laboratórios? Fonte: Unsplash.
Mas, afinal, quais as raças de cachorros modificadas em laboratórios? Fonte: Unsplash.

Você sabe quais são as raças de cachorros modificadas em laboratórios? Pois bem, muitas vezes, ao passarmos pelo um pet shop, nós ficamos encantados pelos cãezinhos, não é mesmo?

Mas você sabia que, por trás daquele rosto tão fofo, é possível este animal seja uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios?

Pois é! A raça de um cão é, muitas vezes, resultado do próprio homem, que modificou o animal de acordo com suas preferências.

No entanto, o que poucos sabem é que tais mudanças podem representar ônus à saúde do cachorro.

Para entender mais sobre o que estamos falando, recomendamos fortemente que leia o nosso texto sobre as raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Com certeza, depois dele, você vai repensar a sua relação com os animais de pet shop.

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08. Pug

Pug. Fonte: Unsplash.
Pug. Fonte: Unsplash.

O primeiro da nossa lista de raças de cachorros modificadas em laboratórios é o pug.

Este animal sofreu transformações agressivas, mas tão agressivas, que chegam a ter problemas seríssimos com a sua respiração, os quais colocam sua vida em risco.

Apesar de ser um cachorro que aparenta fofura, o pug é, na verdade, nada disto.

Verdades difíceis de engolir, mas ele é um animal malformado e doente, que não deveria nem existir, pois sua existência é sofrida para este cãozinho.

Por exemplo, o focinho curto e achatado do pug, com narinas pequenas e estreitas, dificulta a sua respiração.

Fora isto, esta característica dificulta o animal em arquejar, ato que os cachorros realizam para se resfriar, uma vez que os pugs não conseguem esfriar seus corpos com sucesso, o que pode levar à falência de órgãos.

Outro problema sério é em relação a seus olhos esbugalhados, fruto da sua cabeça pequena e achatada, a qual foi modificada pelo homem.

Por causa do formato deformado de seus rostos, seus olhos são comumente esbugalhados e, por conseguinte, podem ter prolapso, que é a exteriorização do olho.

Tentar reverter a situação, isto é, colocar o olho para dentro da cavidade ocular gera risco de infecção, precisando o animal ter tratamento pelo resto da vida.

07. Buldogue inglês

Buldogue inglês. Fonte: Unsplash.
Buldogue inglês. Fonte: Unsplash.

O Buldogue inglês é reconhecido como um excelente animal de estimação para uma família por causa de sua tendência a formar laços fortes com as crianças.

No entanto, ele também é uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios e, por conta disto, apresenta diversos problemas de saúde.

Um dos problemas de saúde que o Buldogue inglês costuma apresentar é o superaquecimento (heat stroke ou hipertermia).

Assim como o pug, o nariz desta raça foi modificado e encurtado; como consequência, o animal tem dificuldades em arquejar, o que causa o superaquecimento, principalmente no verão.

Além disto, o seu físico robusto, diminuto e com rugas favorece vários problemas nas articulações, olhos e pele, exigindo cuidados específicos.

Por exemplo, quando não bem cuidado, é comum o Buldogue inglês ter dermatite de dobra facial, que é o problema de pele que ocorre quando as dobras faciais retém a umidade, ocorrendo então uma infecção.

Para finalizar, esta raça tem muita propensão à obesidade e são muito preguiçosos, o que aumenta as chances de ficarem gordos.

Por isto, é importante preparação e disciplina por parte do dono para passear com o cachorro todos os dias.

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06. Basset

Oriundo da palavra francesa “bas” que significa “baixo” ou “anão”, o Basset é uma raça de cães proveniente da França e foi desenvolvida por monges durante a idade média com o intuito da realização de caça a pé.

O seu faro é muito potente, pois, afinal, foi para isto que este cachorro foi criado, não é?

Como pode prever, o faro aguçado é fruto da modificação humana.

No caso do Basset, há um excesso de pele que tem o propósito de cobrir os olhos do cachorro quando ele se abaixa para farejar, deixando-o temporariamente cego.

Por consequência, toda sua atenção fica voltada para os cheiros, pois o animal, ao não enxergar nada ao seu redor, não se distrai com outras cosias.

É claro que as modificações não pararam apenas no que diz respeito à pele do Basset.

Ao longo de 100 anos, o cachorro, que nunca foi uma das raças mais altas, ficou ainda mais baixo com as transformações ao longo de várias décadas.

As pernas traseiras ficaram mais curtas, acarretando diversos problemas nas vértebras.

Soma-se à pele em excesso e à sua estatura encurtada os olhos caídos, os quais também trazem uma série de complicações.

Esta deformação faz com que o Basset esteja propenso a desenvolver entrópio, doença em que a pálpebra se vira sobre si mesma, contra o globo ocular.

05. Dachshund

Quem nunca brincou com um salsichinha, não é mesmo?

Esta raça, que já foi a sensação no passado, é mais uma da nossa lista das modificadas pelo homem.

Contudo, assim como o Basset, este cachorro também passou por um processo de “encurtamento”.

Antes de ser transformado em laboratório, o Dachshund tinha pernas mais funcionais e o pescoço era proporcional ao corpo.

Hoje, no entanto, eles têm as costas mais alongadas, o peito é mais projetado para frente e as pernas são extremamente curtas.

Com estas modificações, principalmente no que diz respeito ao encurtamento de suas pernas, os “salsichas” podem sofrer com sérios problemas nas vértebras e estão propensos até à paralisia.

Pois é, exatamente as mesmas questões de saúde que o Basset enfrenta.

Além disso, você pode imaginar que esta raça não consegue andar e correr muito bem, não é mesmo?

Isto significa que o Dachshund, além de ter problemas vertebrais, também está mais propenso a ter obesidade, já que não consegue praticar exercícios de maneira adequada.

04. Bull terrier

Bull terrier. Fonte: Unsplash.
Bull terrier. Fonte: Unsplash.

Assim como os demais desta lista, o Bull Terrier também é uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios. Idealizada por James Hinks, esta raça surgiu a partir de cruzamentos entre o antigo buldogue e english white terrier por volta de 1860 e a sua finalidade era lutar com touros.

Sim, isto mesmo que você leu! No século XIX na Inglaterra, eram comuns os desportos sangrentos envolvendo cães e touros.

Esta prática, chamada de bull-baiting, de onde os cachorros herdaram o nome, passou a ser ilegal em 1835, mas os combates clandestinos continuaram.

Tempos depois, este costume finalmente caiu por terra e as características do Bull Terrier foram se transformando.

No passado, tratava-se de um cão esguio e bonito, com “porte atlético”, mas o homem acabou o modificando artificialmente.

Dentre as mudanças, o formato da cabeça e o crânio mais alongado foram as mais visíveis nesta raça.

Lendo até aqui, deu para notar que estas modificações forçadas trouxeram diversos danos aos animais. Com o Bull Terrier, não seria diferente.

As intervenções fizeram com essa raça adquirisse doenças de pele, dentes em excesso e outros fatores negativos, como perseguição compulsiva da cauda.

03. Boxer

O Boxer é uma raça de cães do tipo dogue, oriunda da Alemanha e cujo ancestral direto é o extinto Bullenbeisser alemão, utilizado para a caça e combate a animais de grande porte, como javalis, touros e ursos.

Acredita-se que estes cachorros passaram a cruzar com o antigo buldogue inglês e, deste cruzamento, surgiu, então, o Boxer.

O primeiro boxer registrado foi o cão Muhlbauer’s Flocki na exposição canina de Munique em 1895.

Ele, por sua vez, foi o resultado do acasalamento de um antigo buldogue branco com uma fêmea bullenbeisser.

A partir deste mesmo ano, foi fundado o primeiro Clube de criadores de Boxer do mundo.

Do primeiro boxer até os atuais, houve diversas modificações ao longo de seu caminho.

Os cachorros de hoje em dia têm um rosto mais curto, com focinho ligeiramente arrebitado e achatado.

Por consequência, apresentam dificuldade em controlar sua temperatura no verão por serem braquicefálicos.

Além disso, outras mudanças perceptíveis do boxer são o fato de sua cabeça ter ficado mais alta e o pescoço mais alongado.

Felizmente, dentre todos os problemas que essa raça já enfrenta, como a hipertermia e a sua maior propensão ao câncer, estas modificações em específico não lhe causaram tantos danos.

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02. São Bernardo

Considerado o cão que é a cara de Bariloche, na Argentina, o São Bernardo também não passou ileso das modificações humanas e é mais uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Originário da Suíça e Itália, sua sobrevivência foi garantida graças aos monges, que, desde 1660, passaram a criá-los num mosteiro chamado Hospice du Grand St. Bernard. Não precisamos nem falar que foi daí que ganhou o nome, né?

Como aconteceu com inúmeras raças na Europa durante as guerras mundiais, estes cães quase desapareceram.

Para que não sumissem totalmente, os que restaram foram cruzados com os terra-nova, cachorros originários da Ilha Newfoundland no Canadá.

O resultado deste cruzamento foi um São Bernardo bem diferente: se antes eram menores e menos peludos, agora passaram a ser enormes e com pelagem longa.

Contudo, este “novo” São Bernardo, que ficou conhecido por aparecer em livros e filmes como Beethoven de 1992, passou maior e mais pesado, com uma quantidade exagerada de pele.

Com isto, ficou mais difícil para estes cães conseguirem estabilizar a temperatura corporal, aumentando, assim, casos de câncer nos ossos e paralisia.

Com o São Bernardo, chegamos, então, ao nosso número 01 de raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Consegue dar algum palpite do que vem por aí?

01. Pastor alemão

Pois é! Nem o Pastor alemão escapou das modificações humanas…

Atualmente usado mais como cão de guarda e cão policial, ele, em sua origem, era utilizado como cão de pastoreio de rebanhos, sendo considerados híbridos de lobos.

Outro fato curioso sobre a sua história é que se especula um possível parentesco com a raça Pastor-da-boêmia, que é bastante antiga, mas não há fatos que comprovem esta relação.

De qualquer forma, uma coisa é certa: eles também se transformaram ao longo do tempo.

Sobre suas mudanças, elas são bem mais “gentis” se comparadas com as demais desta lista de raças de cachorros modificadas em laboratórios.

A principal diferença está no tamanho do bicho, que passou de 38kg, em média, para 25kg.

Além disto, os cães da raça Pastor Alemão atuais possuem peito mais largo, inclinado para trás, o que não lhe traz tantos ônus à sua saúde, como acontece nos demais casos.

E, desta forma, com este cão que praticamente faz parte do nosso cotidiano, encerramos o nosso texto sobre as raças de cachorros modificadas em laboratórios.

E se você quer conhecer mais curiosidades sobre o mundo dos cães, confira o nosso conteúdo recomendado abaixo!

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Sobre o autor

Priscila B.

Revisado por

Luiza Lamas

Editor(a) sênior

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