Gatos

Você sabe o que é a diabete felina?

Você sabia que gatos também podem ter diabetes? Sabe como identificar os primeiros sintomas? Sabe como é o tratamento? Descubra tudo sobre essa doença que ataca os gatos, aqui.

A diabete é uma das doenças que mais atingem pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, 422 milhões de pessoas têm algum tipo de diabetes. O que pouca gente sabe é que esse problema também pode afetar animais. E isso vem preocupando veterinários: gatos também podem ter diabetes.

Os gatos também são atacados pela diabetes mellitus, que é, basicamente, uma produção irregular ou ineficaz de insulina no pâncreas. Consequentemente, ocorre um excesso de açúcar no sangue.

Cerca de 30% dos felinos com mais de 7 anos de idade vão sofrer de diabetes. Esse número passa para 65%, após os 10 anos de vida. Já o tipo de diabetes mais comum é o 2 – até 80% das ocorrências. Nesse caso, o pâncreas consegue produzir insulina, mas ela não é eficaz contra o nível de açucares na corrente sanguínea.

Porém, gatos também podem sofrer de diabetes tipo 1, quando o pâncreas não produz quantidade suficiente de insulina.

Semelhantemente à diabete humana, a diabete felina também está relacionada à alimentação e controle de peso. O alto consumo de carboidratos pode levar os gatos à obesidade – causar diabetes no animal.

Vale lembrar, contudo, que não são apenas gatos obesos que podem vir a sofrer de diabetes. A obesidade pode ser um fator, mas não o único.

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Como saber se meu gato tem diabetes?

A diabete felina tem sintomas iniciais semelhantes ao de seres humanos. Um dos mais comuns é a sede excessiva, seguido de fome excessiva.

Por fome e sede excessiva, você deve entender que seu gato está bebendo água, ou buscando fontes de água mais do que é de costume. Para saber se seu gato está consumindo a quantidade certa de água, visitar um veterinário é sempre o primeiro passo.

O mesmo vale para a questão da fome. Seu gato tem um peso ideal, e uma quantidade de comida correspondente a esse peso. Se ele, mesmo depois de comer, continua pedindo comida, ou tenta roubar a sua, é um sintoma a ser investigado.

Além disso, pode acontecer uma perda de peso. A perda de peso associada ao excesso de fome pode ser diabetes, ou alguma outra doença, como infecção parasitária. Por esse motivo, é fundamental que você leve seu gato ao veterinário, logo que você perceber esse tipo de comportamento.

Para além dos hábitos alimentares, podemos apontar como sintoma da diabetes um aumento do volume de urina, e o aumento dos episódios de micção. Ou seja, se seu gato estiver fazendo muito xixi e muitas vezes ao dia, consulte o veterinário.

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Sintomas graves

Esses sintomas, por si, já são bastante complicados. Porém, a doença está em sua fase mais grave quando começam os vômitos, desidratação, apatia (uma indisposição ainda maior do que aquela típica de felinos) e dificuldades de andar. No último caso, vale observar se o gato está pondo todos os dedos no chão, ou só o calcanhar.

Se o seu gato está com os sintomas descritos acima, leve ele imediatamente a uma consulta com o veterinário. Mudanças na dieta, exercícios físicos, e insulina felina serão, quase certamente receitados.

Mas, como sempre frisamos, a postagem do Senhor Gato não substituí uma consulta com o especialista. Aqui, estamos só dando alertas. Ir a um veterinário com frequência é o que faz toda a diferença na vida de seu gato.

Como tratar diabete felina?

O primeiro tratamento será, quase que via de regra, mudança na dieta. Vale lembrar que os gatos são mais carnívoros do que outras coisas. Eles até podem comer alguns legumes e frutas (vide post do link acima). Porém, seu alimento principal é carne.

Por isso, eles digerem proteínas com muito mais facilidade que carboidratos. Logo, se a dieta do seu gato for rica em carboidratos, a chance de ele vir a sofrer de diabetes é maior.

E como saber o que é uma dieta (felina) rica em carboidratos? Pergunte ao veterinário. Ele vai saber falar como você deve alimentar seu gato corretamente (mas a gente já adianta: gatos domésticos comem ração e não outras coisas).

Dessa forma, a primeira coisa que o veterinário, provavelmente, ira mandar você fazer é comprar ração para gatos diabéticos.

Essa ração pode ser mais cara do que uma ração normal, então, se você mora com mais de um gato em casa, o ideal é que o gato diabético coma separado dos outros. Se isso não for possível, o mais adequado é que todos os gatos passem a comer essa ração. Mas isso, quem vai determinar é o veterinário.

Da mesma forma, a quantidade, periodicidade e tipo de ração, devem ser determinadas pelo veterinário. Cada raça de gato tem especificidades, seja em pessoa, sem em valores diários de consumo alimentar.

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Controlando a doença

Se o seu gato for diagnosticado com diabetes, primeiro, você precisa ter noção de que essa condição vai ser até o fim da vida dele. Segundo, que, com um controle rigoroso, seu gato viverá tanto e tão bem, quanto um gato sem diabetes.

Assim, alguns hábitos alimentares do animal vão mudar. Outra ação que vai ajudar no controle da diabete felina é o estimulo ao gato gastar energia – com brinquedos e arranhadores.

Mas vale lembrar que a obesidade não é a única causa da diabetes em gatos.

O tutor, por sua vez, precisará aprender algumas coisas, tais como aplicar injeções de insulina e fazer a medição do nível glicêmico do gato. Aumentar as fontes de água e as caixinhas de areia também é essencial.

Pode parecer muita coisa no início, e sim, seu gato vai ficar assustado com você espetando uma agulha nele. Mas pense: é pelo bem do bichano que você está fazendo isso.

O que é a remissão?

A remissão da diabete felina é uma condição que acontece em alguns casos. Nessa condição, as taxas de glicose voltam aos índices de normalidade, mesmo sem o uso de insulina.

Isso não significa que seu gato está totalmente curado. O acompanhamento veterinário deverá ser constante, a alimentação controlada, e o sedentarismo, desencorajado. Mesmo com a remissão da diabete, a doença pode voltar.

Por fim

Lembre: seu gato precisa ser estimulado a gastar energia, e precisa ter a alimentação rigorosamente controlada, e limitada a rações de gato. Mesmo assim, seu gato pode vir a ter diabtes – principalmente, na maturidade (por volta dos 10 anos).

O corpo dele está envelhecendo, os órgãos, também. Então, doenças desse tipo podem acontecer.

O mais importante é que o tutor não se desanime. Que ele faça o tratamento adequado, acompanhamento veterinário e tenha paciência e dedicação ao seu amigo felino. Tendo tudo isso em casa, seu gato pode chegar até os 16 anos (ou mais, em casos raros).

Diabete felinas têm tratamento. Basta querer.


E você, tem um gato com diabetes em casa? Já teve? Como foi a experiência? Que dicas pode dar? Sentiu falta de algum conselho? Escreva nos comentários!

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Sobre o autor

Lucas Silva

Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

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Gatos

Cuidados com gatos filhotes: O que você deve saber

Acabou de adicionar um gatinho filhote em sua família? Descubra tudo que você deve saber sobre veterinário, alimentação e muito mais!

Assistir seu gatinho crescer será uma das coisas mais divertidas que você já fez! Poucas coisas são tão fofas quanto gatos filhotes, mas toda essa fofura também traz muita responsabilidade. Em geral, as primeiras doze semanas são as mais importantes. Essa é a hora que você cria bases sólidas para a saúde e comportamento do seu felino.

Se você é a sortuda nova mãe ou pai de um gatinho filhote, continue lendo para saber o que você deve esperar das primeiras semanas.

O que esperar da primeira visita ao veterinário

Levar seu gato filhote ao veterinário é uma das primeiras coisas que você deve fazer. Essa visita é importante porque descarta quaisquer problemas de saúde, e te permite fazer perguntas importantes. Seu veterinário fará um check-up completo que inclui:

  1. Uma revisão do histórico de seu gato filhote. Seu veterinário provavelmente vai querer saber onde você o encontrou (se foi, por exemplo, comprado ou adotado), e qualquer outro atendimento médico que seu gato possa ter recebido até então.
  2. Um exame minucioso da boca, orelhas e olhos do gatinho, seguido por um exame do corpo, sentindo delicadamente o abdome, os gânglios linfáticos, as articulações e a pele. Além disso, ele fará observações dos movimentos do gatinho.
  3. Recomendação para cirurgia de castração se o gatinho já não tiver sido castrado. Esses procedimentos ajudam a evitar comportamentos futuros e problemas médicos.

Seu veterinário pode recomendar que seu pequeno felino receba várias vacinas. As vacinas tipicamente administradas nessa idade incluem a antirrábica e a tríplice (V3), que é para um trio de doenças do trato respiratório superior: rinotraqueíte felina, calicivírus felino e panleucopenia felina. Seu veterinário também pode sugerir vacinas adicionais, dependendo do histórico de seu filhote e do número de animais de estimação em sua casa.

Por último, faça quantas perguntas forem necessárias! Saber quais comportamentos são normais para um gato dessa idade vai te ajudar a identificar comportamentos anormais caso eles ocorram. Portanto, não hesite em tirar suas dúvidas.

Como brincar com um gato filhote

Cada gatinho tem sua própria personalidade, mas a maioria dos gatos filhotes tem muitos traços comportamentais em comum. Em primeiro lugar, eles gostam de brincar! Brincar os ajuda a aprender sobre o mundo à sua volta e a socializar-se com pessoas e outros animais de estimação. Seu gatinho vai começar a exibir comportamentos instintivos naturais ao brincar, como perseguir e atacar brinquedos (ou outros gatos!).

Quando seu felino estiver brincando, nutra bons comportamentos que vão se estender até sua vida adulta. Nunca incentive seu gatinho a brigar com sua mão ou outras partes do corpo. Isso vai ajudá-lo a entender que morder e arranhar não é um comportamento aceitável. Você pode ajudá-lo a satisfazer esses instintos introduzindo brinquedos seguros, sem partes soltas que ele possa mastigar, ingerir ou engasgar.

Brinque com o seu gatinho pelo menos uma vez por dia. Isso irá ajudá-lo a formar uma forte ligação emocional com você. Se você tem filhos, monitore essa interação para ter certeza de que é uma experiência positiva tanto para o gatinho quanto para a criança.

Como estabelecer padrões de sono

Depois de brincar, seu gatinho provavelmente participará de mais um de seus passatempos favoritos: dormir! Para ajudar seu gatinho a estabelecer hábitos de sono, brinque com ele uma hora antes de dormir à noite. Isso ajuda a gastar sua energia para seu felino dormir a noite toda e recarregar suas baterias depois de tantas brincadeiras.

Observe mudanças de comportamento

Gatos filhotes são naturalmente ativos e brincalhões – se o seu gatinho está exibindo comportamentos letárgicos e não demonstra interesse em comida, procure um veterinário imediatamente.

Alimentação: como e o que seu felino deve comer

Você provavelmente vai receber recomendações de seu veterinário para uma alimentação completa e equilibrada. Há muitos alimentos secos e enlatados feitos especificamente para as necessidades nutricionais de gatos filhotes.

Como seu gatinho está crescendo rapidamente mas ainda tem um estômago pequeno, ele vai precisar fazer refeições pequenas e frequentes. Crie uma rotina de refeições que lhe permita comer freqüentemente ao longo do dia. Ao oferecer alimentos enlatados, descarte as sobras que ficarem no prato por mais de 20 minutos. Sempre deixe água limpa e fresca à sua disposição. Por fim, não ofereça leite. Ao contrário da crença popular, o leite de vaca não é nutritivo o suficiente para gatos filhotes, e pode fazer com que tenham diarréia.

Cuidados regulares com seu gato filhote

Embora os gatinhos comecem a se lamber (sua própria versão de banho) em torno de 3 a 4 semanas de idade, pode ser que eles ainda não tenham formado esse hábito. Apresente cuidados regulares para acostumar seu gatinho a ser escovado, penteado, e ter suas unhas aparadas.

Torne este processo mais fácil e divertido introduzindo as ferramentas de cuidados gradualmente, e permitindo que seu felino as explore antes de usá-las. Deixe-o cheirar e brincar com o pente, e elogie quando ele te permitir escovar seu pêlo ou aparar suas unhas.

Torne esses momentos tão relaxados e divertidos quanto possível, para que seu gatinho faça associações positivas. Você pode até mesmo oferecer um petisco quando ele te deixar cortar suas unhas. Desse modo, seu gatinho vai ficar animado toda vez que te ver com o cortador de unha. A ideia é fazer com que esses cuidados virem rotina para seu gatinho quando ele ainda é jovem, para que essa rotina seja normal e fácil em sua vida adulta.

Como ensinar seu gatinho a usar a caixa de areia

Uma das principais preocupações de novos pais de gatos envolve a caixa de areia. Embora esse comportamento seja instintivo e a maioria dos gatos o adquira por conta própria, alguns felinos precisam de uma pequena ajuda.

Coloque-os gentilmente em uma caixa de areia depois de comer, e sempre elogie quando tiverem sucesso.

Garanta um comportamento bem-sucedido:

  1. Forneça várias caixas em áreas que o gatinho possa encontrá-las facilmente.
  2. Mantenha as caixas limpas.
  3. Impeça que outros animais perturbem seu gatinho quando ele estiver usando a caixa de areia.

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