Gatos

Você sabe o que é a diabete felina?

Você sabia que gatos também podem ter diabetes? Sabe como identificar os primeiros sintomas? Sabe como é o tratamento? Descubra tudo sobre essa doença que ataca os gatos, aqui.

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por Lucas Silva

Publicado em 09/03/2021

A diabete é uma das doenças que mais atingem pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, 422 milhões de pessoas têm algum tipo de diabetes. O que pouca gente sabe é que esse problema também pode afetar animais. E isso vem preocupando veterinários: gatos também podem ter diabetes.

Os gatos também são atacados pela diabetes mellitus, que é, basicamente, uma produção irregular ou ineficaz de insulina no pâncreas. Consequentemente, ocorre um excesso de açúcar no sangue.

Cerca de 30% dos felinos com mais de 7 anos de idade vão sofrer de diabetes. Esse número passa para 65%, após os 10 anos de vida. Já o tipo de diabetes mais comum é o 2 – até 80% das ocorrências. Nesse caso, o pâncreas consegue produzir insulina, mas ela não é eficaz contra o nível de açucares na corrente sanguínea.

Porém, gatos também podem sofrer de diabetes tipo 1, quando o pâncreas não produz quantidade suficiente de insulina.

Semelhantemente à diabete humana, a diabete felina também está relacionada à alimentação e controle de peso. O alto consumo de carboidratos pode levar os gatos à obesidade – causar diabetes no animal.

Vale lembrar, contudo, que não são apenas gatos obesos que podem vir a sofrer de diabetes. A obesidade pode ser um fator, mas não o único.

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Como saber se meu gato tem diabetes?

A diabete felina tem sintomas iniciais semelhantes ao de seres humanos. Um dos mais comuns é a sede excessiva, seguido de fome excessiva.

Por fome e sede excessiva, você deve entender que seu gato está bebendo água, ou buscando fontes de água mais do que é de costume. Para saber se seu gato está consumindo a quantidade certa de água, visitar um veterinário é sempre o primeiro passo.

O mesmo vale para a questão da fome. Seu gato tem um peso ideal, e uma quantidade de comida correspondente a esse peso. Se ele, mesmo depois de comer, continua pedindo comida, ou tenta roubar a sua, é um sintoma a ser investigado.

Além disso, pode acontecer uma perda de peso. A perda de peso associada ao excesso de fome pode ser diabetes, ou alguma outra doença, como infecção parasitária. Por esse motivo, é fundamental que você leve seu gato ao veterinário, logo que você perceber esse tipo de comportamento.

Para além dos hábitos alimentares, podemos apontar como sintoma da diabetes um aumento do volume de urina, e o aumento dos episódios de micção. Ou seja, se seu gato estiver fazendo muito xixi e muitas vezes ao dia, consulte o veterinário.

Sintomas graves

Esses sintomas, por si, já são bastante complicados. Porém, a doença está em sua fase mais grave quando começam os vômitos, desidratação, apatia (uma indisposição ainda maior do que aquela típica de felinos) e dificuldades de andar. No último caso, vale observar se o gato está pondo todos os dedos no chão, ou só o calcanhar.

Se o seu gato está com os sintomas descritos acima, leve ele imediatamente a uma consulta com o veterinário. Mudanças na dieta, exercícios físicos, e insulina felina serão, quase certamente receitados.

Mas, como sempre frisamos, a postagem do Senhor Gato não substituí uma consulta com o especialista. Aqui, estamos só dando alertas. Ir a um veterinário com frequência é o que faz toda a diferença na vida de seu gato.

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Como tratar diabete felina?

O primeiro tratamento será, quase que via de regra, mudança na dieta. Vale lembrar que os gatos são mais carnívoros do que outras coisas. Eles até podem comer alguns legumes e frutas (vide post do link acima). Porém, seu alimento principal é carne.

Por isso, eles digerem proteínas com muito mais facilidade que carboidratos. Logo, se a dieta do seu gato for rica em carboidratos, a chance de ele vir a sofrer de diabetes é maior.

E como saber o que é uma dieta (felina) rica em carboidratos? Pergunte ao veterinário. Ele vai saber falar como você deve alimentar seu gato corretamente (mas a gente já adianta: gatos domésticos comem ração e não outras coisas).

Dessa forma, a primeira coisa que o veterinário, provavelmente, ira mandar você fazer é comprar ração para gatos diabéticos.

Essa ração pode ser mais cara do que uma ração normal, então, se você mora com mais de um gato em casa, o ideal é que o gato diabético coma separado dos outros. Se isso não for possível, o mais adequado é que todos os gatos passem a comer essa ração. Mas isso, quem vai determinar é o veterinário.

Da mesma forma, a quantidade, periodicidade e tipo de ração, devem ser determinadas pelo veterinário. Cada raça de gato tem especificidades, seja em pessoa, sem em valores diários de consumo alimentar.

Controlando a doença

Se o seu gato for diagnosticado com diabetes, primeiro, você precisa ter noção de que essa condição vai ser até o fim da vida dele. Segundo, que, com um controle rigoroso, seu gato viverá tanto e tão bem, quanto um gato sem diabetes.

Assim, alguns hábitos alimentares do animal vão mudar. Outra ação que vai ajudar no controle da diabete felina é o estimulo ao gato gastar energia – com brinquedos e arranhadores.

Mas vale lembrar que a obesidade não é a única causa da diabetes em gatos.

O tutor, por sua vez, precisará aprender algumas coisas, tais como aplicar injeções de insulina e fazer a medição do nível glicêmico do gato. Aumentar as fontes de água e as caixinhas de areia também é essencial.

Pode parecer muita coisa no início, e sim, seu gato vai ficar assustado com você espetando uma agulha nele. Mas pense: é pelo bem do bichano que você está fazendo isso.

O que é a remissão?

A remissão da diabete felina é uma condição que acontece em alguns casos. Nessa condição, as taxas de glicose voltam aos índices de normalidade, mesmo sem o uso de insulina.

Isso não significa que seu gato está totalmente curado. O acompanhamento veterinário deverá ser constante, a alimentação controlada, e o sedentarismo, desencorajado. Mesmo com a remissão da diabete, a doença pode voltar.

Por fim

Lembre: seu gato precisa ser estimulado a gastar energia, e precisa ter a alimentação rigorosamente controlada, e limitada a rações de gato. Mesmo assim, seu gato pode vir a ter diabtes – principalmente, na maturidade (por volta dos 10 anos).

O corpo dele está envelhecendo, os órgãos, também. Então, doenças desse tipo podem acontecer.

O mais importante é que o tutor não se desanime. Que ele faça o tratamento adequado, acompanhamento veterinário e tenha paciência e dedicação ao seu amigo felino. Tendo tudo isso em casa, seu gato pode chegar até os 16 anos (ou mais, em casos raros).

Diabete felinas têm tratamento. Basta querer.


E você, tem um gato com diabetes em casa? Já teve? Como foi a experiência? Que dicas pode dar? Sentiu falta de algum conselho? Escreva nos comentários!

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Sobre o autor

Lucas Silva

Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Revisado por

Luiza Lamas

Editor(a) sênior

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