Gatos

Você sabe quais são os parasitas que atacam os gatos? Como evitar – ou se livrar – deles?

por

Lucas Silva

Publicado em

A cena é comum: seu gato chega do passeio dele, e começa a coceira; passam algumas horas, surgem uns pontinhos vermelhos pelo corpo dele! Será? Sim, é isso mesmo, seu gato foi atacado por pulgas!

E agora? O que fazer? Como isso foi acontecer?

Primeiramente, você precisa saber que pulgas, carrapatos, parasitas e piolhos (porque animais também estão sujeitos a piolhos) estão em todo o lugar. EM TODO O LUGAR. Isso não significa, porém, que sua casa é suja.

É algo simples: pulgas e carrapatos fazem parte da vida dos cães e gatos, igual fazem parte da nossa. Basta saber evitar que eles se reproduzam e que sobrevivam.

Assim questão é: você sabe como prevenir eles? Como eliminar eles da sua casa? Como evitar que eles ataquem seu gato?

Pensando nessas questões, fomos pesquisar sobre pragas que atacam pets. Você sabe quais são elas? Confira nosso artigo, e não tenha mais dúvidas!

ANÚNCIOS

Antes de começar: o que são parasitas?

Todo mundo sabe o que é um parasita, em linhas gerais. É um animal que vive de sugar o sangue de outro. Isso é uma explicação bastante genérica, porque alguns parasitas não gostam de sangue.

Mas a ideia principal é essa: um parasita é um ser que vai se agarrar a você, para usar você como fonte de alimento.

O parasitismo é uma das formas de uma relação entre espécies chamada de “Simbiose”, isso é, duas espécies diferentes convivem, porque uma se beneficia da outra. O parasitismo, porém, é uma relação simbiótica que só é vantajosa para uma das partes.

Como assim? Vejamos as pulgas: elas vão chupar o sangue do seu gato, por ovos na pele dele, crescer se reproduzir… Já seu gato, ele vai sofrer, ter doenças e até morrer. Ou seja, nessa simbiose, as pulgas têm vantagem; o gato, não.

Para ser uma relação mutualista, os dois lados precisam se beneficiar (por exemplo, aqueles passarinhos em cima de rinocerontes). Já para ser uma relação comensalista, um dos lados precisa ter ganho, e o outro ser indiferente (exemplo, tubarões e aquele peixe comprido, chamado rêmora).

Mas, repetindo, no caso de parasitas, um dos lados se beneficia; o outro sofre.

Assim colocado, vamos agora a eles: os parasitas que atacam gatos.

E claro, nunca é demais repetir:

Aqui nós estamos dando um guia genérico. Para mais informações, tratamentos e diagnósticos, procure um veterinário!
ANÚNCIOS

1. Ácaros

Ácaros são espécies de aracnídeos (Nota: carrapatos são espécies de ácaros!), na grande maioria das vezes, impossíveis de serem percebidos aos olhos nus.

Entre nós, eles são conhecidos, principalmente, por conta de alergias respiratórias.

Porém, ácaros também atacam gatos. A doença mais comum nesse caso é a Sarna de Ouvido.

Como quase todos os parasitas, ácaros preferem locais mal ventilados, mal iluminados e sujos. Isso significa que o primeiro passo para evitar eles é manter sua casa sempre arejada, e higienizada.

Os tratamentos contra ácaros incluem remédios específicos, a depender do tipo de infestação.

2. Carrapatos

O carrapato é um tipo de ácaro, como dissemos antes. Porém, eles merecem ser entendidos de forma diferenciada, porque são mais nocivos do que um ácaro respiratório, por exemplo.

O principal motivo de um carrapato ser tão preocupante é sua mordida. A maioria deles se alimenta exclusivamente de sangue, e nessa mordida, pode acontecer infecções e doenças dos mais variados tipos.

Eles vivem, diferente de pulgas, nos lugares escuros da casa – e não presos aos pelos e pele dos gatos. Isso significa que carrapatos saem das tocas, atacam os gatos, e depois voltam.

(Sim, o seu gato é um restaurante ambulante para carrapatos!)

Para evitar carrapatos, é importante que a casa esteja limpa e arejada, e seu gato higienizado. Evite deixar seu pet sair para a rua, mas se acontecer, um banho é obrigatório, antes de o bichano circular pela casa.

Os tratamentos incluem remédios, pomadas e banhos. Mas PRIMEIRO, PROCURE O VETERINÁRIO! NÃO CONFIE EM “REMÉDIOS CASEIROS”.

Você sabe como lavar e cuidar dos pelos do seu gato? Confira essas dicas e não erre mais.

ANÚNCIOS

3. Percevejos

Inseto aparentado com a Maria-fedida, porém ataques de percevejos são mais comuns em pessoas. São tão comuns em camas e lençóis, que seu nome em inglês é exatamente esse: bed-bug (inseto de cama).

Apesar de serem mais frequentes em humanos, podem atacar cães e gatos. Não são tão nocivos quanto pulgas, mas sua mordida pode transmitir doenças, e causar dor local.

A melhor forma de evitar percevejos é pela higiene. Trocando roupas de cama com frequência, sempre limpando frestas, e atrás de cortinas e portas, você evita a presença deles.

Na maioria dos casos, dá pra você curar picadas de percevejo com higiene correta do local. Mas o veterinário pode pedir uma pomada ou fórmula, dependendo do caso.

4. Piolhos

Menos comuns do que pulgas e carrapatos, piolhos podem atacar gatos.

A boa notícia é que o piolho de gatos é uma espécie diferente dos piolhos de seres humanos. Mais, o piolho humano não ataca gatos, e vice-e-versa. Por fim, são menos agressivos – isso é, são mais fáceis de encontrar e eliminar.

Identificar um ataque de piolhos em gatos é fácil: caem os pelos, a área fica vermelha e manchada, e o animal fica irritado, se coçando. Apesar de o animal ser todo peludo, o piolho de gato não se espalha tanto.

A melhor prevenção é sempre a higiene. Se o seu gato gosta de passeios, sempre dê um banho, quando ele voltar. A principal forma de transmissão é de animal para animal.

Para o tratamento, você pode usar pomadas e cremes curativos veterinários. Em casos mais graves, remédios. Sempre sob orientação do veterinário – claro!

ANÚNCIOS

5. Pulgas

O pior inseto parasita, dentre todos, é a pulga.

Existem diversas espécies, mas as pulgas não costumam fazer distinção. Ou seja, uma pulga-de-rato pode atacar gatos, pessoas, cavalos, etc. Praticamente todos os animais de sangue quente estão sujeitos a elas (incluindo aves).

A pulga é o pior inseto parasita porque, além de pular longas distância e ser resistente a produtos de limpeza na fase adulta, é também transmissor de inúmeras doenças. A pulga é a responsável por epidemias diversas, nos últimos 2000 anos de história humana recente.

O ciclo de vida de uma pulga passa por 4 fases – ovo, larva, pupa e adulto –, e o mais importante é tentar acabar com a infestação na primeira. Depois de adulta, a pulga se torna mais resistente, mas não é impossível de vencê-la.

A melhor forma de evitar a propagação de pulgas é pela higiene do gato e higiene do espaço. Não por acaso, os mercados de objetos e roupas antigas são chamados de “Mercados de pulgas”.

Evitar o contato com animais de rua e animais silvestres também é essencial. Identificar os insetos no início da contaminação, pelas feridas ou pela presença do adulto, é fundamental.

Existem centenas de produtos, de eficácia variada, mas infestações mais avançadas exigem remédios e cremes mais invasivos. Mas esse diagnóstico deve ser feito, necessariamente, pelo veterinário.

6. Vermes

Vermes são parasitas internos, e a enorme maioria deles se aloja nos sistemas digestivos de gatos. Seu principal problema é causar desnutrição no animal e, consequentemente, a morte.

A maioria dos vermes é invisível a olho nu. Porém, alguns sinais indicam a infecção. Pelos caindo, falta de apetite, urina e fezes de cor e cheio muito diferente, vômitos… Nos primeiros sintomas ou suspeitas, leve seu gato ao veterinário.

Provavelmente, o médico vai pedir coleta de fezes, e deve passar um vermífugo interno, e alguma ração específica.

A transmissão e contaminação por vermes acontecem por contato com água e alimento contaminado, trocas de fluídos com outros animais, e contato com locais sem higiene.

Por isso, manter a casa e as caixas de areia sempre limpas é muito importante. Tanto para a saúde do gato, quanto para a sua, já que alguns vermes de gatos atacam, também humanos.


E você, já tratou seu gato contra algum desses parasitas? Conhece algum parasita que faltou falarmos? Ficou com dúvidas? Escreva para nós nos comentários.

E para não perder mais nenhum post do Senhor Gato, se inscreva na nossa newsletter e fique por dentro de todas as informações sobre o mundo dos felinos!

Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Animais

Animais mais raros do mundo: conheça as 10 espécies que só os homens sortudos terão a honra de ver

por

Priscila B.

Publicado em

| Atualizado em

Atualmente, existe uma variedade de animais que são super raros, sendo difícil alguém de nós termos a oportunidade de apreciar as suas peculiaridades e belezas raras. Neste texto, você descobrirá quem são eles.

Os seres humanos sempre foram fascinados pela vida selvagem, mas ela sempre dá ainda mais motivos para nos surpreender.

Uma justificativa? Os animais mais raros do mundo.

Existem muitos bichos raros que você jamais ouviu falar ou nunca esperou ver em sua vida. Até os que você acha que já conhece, eles, muitas vezes, causam surpresas.

Existem muitos bichos raros que você jamais ouviu falar ou nunca esperou ver em sua vida. Até os que você acha que já conhece, eles, muitas vezes, causam surpresas, apresentando-se com cores ou formas incomuns.

E aí, você saberia nos dizer quais são os animais mais raros do mundo? Se não, então chegou a sua hora de descobrir!

10. Leopardo-de-amur

Começando a nossa lista de animais mais raros do mundo, temos o leopardo-de-amur, também conhecido como leopardo-siberiano.

Para quem não o conhece, trata-se de uma subespécie de leopardo, a qual é encontrada na região de Primorye, da Rússia, e em algumas regiões da China que fazem fronteira com o território russo.

Começando a nossa lista de animais mais raros do mundo, temos o leopardo-de-amur, também conhecido como leopardo-siberiano.

Em 19 de Junho de 2018, um artigo da revista científica Conservation Letters noticiou que restavam apenas 84 leopardos-de-amur em estado selvagem.

Não à toa, a União Internacional para a Conservação da Natureza considerou a crítica a ameaça de extinção desta espécie.

A principal razão que colocou os leopardos-de-amur nesta situação de risco de serem extintos foram a degradação de seu habitat natural por consequência da exploração de madeira, da agricultura e de incêndios florestais.

Além disto, este animal é alvo de caça clandestina motivada pelo valor de sua pele.

09. Rinoceronte-de-sumatra

Conhecido por ser a menor das espécies de rinocerontes e o que tem mais características primitivas, o rinoceronte-de-sumatra é uma das cinco espécies viventes da família Rhinocerotidae.

Originalmente distribuído pelo sudeste asiático, foi dizimado em grande parte de sua área geográfica, restando apenas pequenas populações isoladas na Indonésia e Malásia.

Conhecido por ser a menor das espécies de rinocerontes e o que tem mais características primitivas, o rinoceronte-de-sumatra é uma das cinco espécies da família Rhinocerotidae.

Quer dizer, não mais na Malásia. Em 2019, ainda restava um casal no país, mas ambos morreram no ano passado.

O último Rinoceronte-de-Sumatra macho da Malásia se foi em maio, enquanto que a fêmea em novembro.

Sendo assim, hoje restam apenas 80 apenas deles na Indonésia, o que coloca esta espécie em uma situação crítica de extinção.

Assim como o leopardo-de-amur, o rinoceronte-de-sumatra tem sido alvo de caçadores para o comércio ilegal, principalmente por conta do alto valor de seus cornos, os quais são muito valorizados na medicina tradicional chinesa.

Além disso, a perda do seu habitat para a agricultura, pecuária e indústria madeireira também agravou a ameaça à espécie.

08. Gorila da planície ocidental

O Gorila da planície ocidental, cujo nome científico é Gorilla gorilla gorilla (sim, isto mesmo que você leu! Não foi erro de digitação!)

Ele é uma subespécie do gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla).

Considerado um dos animais mais raros do mundo, ele vive em florestas primárias e secundárias, além de pântanos da planície, na África Central, em Angola, Camarões, República do Congo, Guiné Equatorial e Gabão.

Considerado um dos animais mais raros do mundo, o Gorila da planície, cujo nome científico é Gorilla gorilla gorilla é uma subespécie do gorila-do-ocidente (Gorilla gorilla).

Pesquisas realizadas desde a década de 1980 sugerem que a caça comercial e os surtos do vírus Ebola estão por trás da queda do número das espécies deste gorila na África.

Com as últimas epidemias, o número pode ter caído ainda mais.

Todavia, felizmente, o Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, está trabalhando duro para reverter esta situação.

Nele, há cerca de 550 indivíduos da espécie na sua unidade de conservação, liderando os nascimentos em cativeiro.

07. Rato-pigmeu de montanha

Você já pensou na possibilidade de um rato configurar a lista dos animais mais raros do mundo? Pois é, parece mentira, mas não é não!

E quem contradiz o nosso raciocínio é o rato-pigmeu de montanha, também conhecido como Gambá do pigmeu da montanha.

Com cerca de 45 gramas, o rato-pigmeu de montanha são pequenos animais noturnos e onívoros que vivem de uma dieta de invertebrados, frutos, sementes, néctar e pólen.

Com cerca de 45 gramas, o rato-pigmeu de montanha são pequenos animais noturnos e onívoros que vivem de uma dieta de invertebrados, frutos, sementes, néctar e pólen.

Estão localizados em ambientes frios e montanhosos do sul da Austrália - e é justamente pela característica de seu habitat que estes animais estão sumindo.

Isto porque a construção de resorts de esqui nas regiões alpinas da Austrália tem sido também um dos maiores fatores atribuídos ao declínio da população.

Inclusive, desde 2008, o rato-pigmeu de montanha foi incluído na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como criticamente em perigo.

As estimativas populacionais totalizaram que há menos de 2 mil indivíduos da espécie.

06. Crocodilo-filipino

O crocodilo-filipino, também conhecido como o crocodilo Mindoro ou o crocodilo de água doce filipinos, é uma espécie de crocodilo comum nas Filipinas.

Dentre os animais da mesma espécie, este é relativamente médio de tamanho: os machos geralmente não crescem mais do que cerca de 3 metros de comprimento, enquanto as fêmeas são ainda menores.

O crocodilo-filipino, também conhecido como o crocodilo Mindoro ou o crocodilo de água doce filipinos, é uma espécie de crocodilo comum nas Filipinas.

Como pode prever, o crocodilo-filipino é uma das espécies de crocodilianos mais severamente ameaçadas.

Isto porque o seu território, o qual ocupa os rios filipinos, vem sendo destruído e convertido em plantações de arroz, acarretando, por conseguinte, em sua imensa perda populacional.

Um fato curioso sobre o crocodilo-filipino diz respeito ao incidente ocasionado por este animal e uma cuidado do Jardim Zoológico de Zurique, na Suíça.

Ao cuidar do bicho, ela acabou sendo atacada e, para que o crocodilo largasse o seu braço, foi necessário atirar nele e matá-lo.

05. Antílope branco

Também conhecido como adax, o antílope branco é um mamífero artiodáctilo da família dos bovídeos e vive espalhado pelas regiões desérticas no norte da África, do oceano Atlântico ao rio Nilo.

Atualmente, está apenas na parte nigeriana do deserto do Saara, mas já foi encontrado por toda a África.

Também conhecido como adax, o antílope branco é um mamífero da família dos bovídeos e vive espalhado pelas regiões desérticas no norte da África, do oceano Atlântico ao rio Nilo.

Embora os antílopes brancos sejam bem adaptados no seu habitat desértico, podendo viver sem água durante longos períodos de tempo, eles se encontram em grande risco de extinção.

Cientistas estimam que apenas 300 indivíduos selvagens desta espécie ainda existam nos dias de hoje. Não à toa, eles estão na nossa lista dos animais mais raros do mundo.

Mas nem tudo é notícia ruim! O zoológico de Brasília, no Brasil, divulgou que conseguiu montar um banco genético de genes de animais mamíferos, o maior da América Latina.

Neste banco, têm-se o sêmen e embriões de mamíferos, incluindo dos antílopes brancos, para futura perpetuação das espécies.

04. Orangotango-de-sumatra

Encontrado apenas na ilha de Sumatra, na Indonésia, o orangotango-de-sumatra (nome científico: Pongo abelii) é uma das três espécies de orangotangos.

Ela, por sua vez, é a mais rara dentre todas e há somente cerca de 7300 indivíduos em estado selvagem.

Encontrado apenas na ilha de Sumatra, na Indonésia, o orangotango-de-sumatra é uma das três espécies de orangotangos, sendo a mais rara dentre todas.

Nos últimos 75 anos, o número total da população de orangotangos-de-sumatra caiu em cerca de 80%.

O principal motivo para o seu declínio é devido à exploração madeireira em seu habitat. Ou seja, mais uma vez o homem destruindo o habitat alheio e deixando graves consequências para o reino animal.

Com o orangotango-de-sumatra, chegamos à reta final do nosso texto de animais mais raros do mundo. E aí, você consegue opinar sobre o que mais vem por aí?

03. Íbis-eremita

O íbis-eremita é uma espécie de ave migratória da família Threskiornithidae.

Encontrados em habitats semidesérticos ou rochosos, geralmente perto de rios, estes animais já habitaram todo o Oriente Médio, norte da África, sul e centro da Europa, tendo um registro fóssil que remonta pelo menos 1,8 milhão de anos.

Há mais de 300 anos, esta espécie desapareceu da Europa e foi considerada extinta, até que foi redescoberto no deserto sírio perto de Palmyra em 2002.

Hoje, os cientistas estimam que existam cerca de 500 aves selvagens restantes no sul de Marrocos e menos de 10 na Síria.

Há mais de 300 anos, o íbis-eremita desapareceu da Europa e foi considerada extinta, até que foi redescoberto no deserto sírio perto de Palmyra em 2002.

As razões para a queda no número de indivíduos não são totalmente claras, mas a caça e perda do habitat, além de intoxicação por agrotóxicos, têm sido consideradas.

Para combater esse declínio, programas de reintrodução foram instituídos internacionalmente, com uma colônia de reprodução na Turquia, bem como locais na Áustria, Espanha e norte de Marrocos.

Um fato que precisa ser ressaltado é que, enquanto espécie migratória, a íbis-eremita ainda está extinta.

Para reaprenderem a migrar, um ultraleve está sendo usado para guiá-las na esperança de, mais tarde, serem autônomas.

02. Doninha-de-patas-pretas

O segundo lugar dos animais mais raros do mundo é a doninha-de-patas-pretas.

Também conhecida como toirão-americano ou furão-do-pé-preto,é uma espécie de mustelídeo nativa do centro de América do Norte e está listada como em perigo pela IUCN justamente por correr risco de extinção.

Descoberta em 1851, a doninha-de-patas-pretas entrou em declínio populacional ao longo do século XX devido à peste silvestre.

Com isto, em 1979, foi declarada extinta, mas felizmente sua existência foi redescoberta quando um cão de guarda de uma família norte-americana criadora de gado encontrou um animal morto em 1981.

O segundo lugar dos animais mais raros do mundo é a doninha-de-patas-pretas, também conhecida como toirão-americano ou furão-do-pé-preto

Depois deste caso, a restante e diminuta população das doninhas-de-patas-pretas foi protegida por um programa de procriação em cativeiro.

Com isto, foi possível a sua reintrodução em oito estados dos Estados Unidos, além do no México, de 1991 a 2008. Até 2013, existiam em torno de 500 doninhas em ambiente selvagem e 300 em cativeiro.

Atualmente, graças ao trabalho de programas de conservação, atualmente são mais de 1000 indivíduos adultos nascidos em estado selvagem, perfazendo cerca de 18 populações.

Dentre elas, quatro são populações auto-sustentadas e estão localizadas no território estadunidense, mais especificadamente na Dakota do Sul (duas), Arizona e Wyoming.

01. Ariranha

Também é chamada de “lobo-de-rio” por caçar em matilhas, ariranha é um mamífero mustelídeo, característico do Pantanal e da bacia do Rio Amazonas, na América do Sul.

Pois é, o número 1 da nossa lista de animais mais raros do mundo é típico do nosso Brasil.

Também é chamada de “lobo-de-rio” por caçar em matilhas, ariranha é um mamífero mustelídeo, característico do Pantanal e da bacia do Rio Amazonas, na América do Sul.

A ariranha, à uma primeira vista, até parece fofa, mas ela tem comportamentos assustadores.

Como falamos, este animal caça em matilhas e o grupo consegue enfrentar até animais maiores, como panteras.

Por exemplo, se uma sucuri der sopa, as ariranhas empregam uma técnica descrita por biólogos como “cabo de guerra”. Isto significa que elas esticam a cobra até os órgãos internos se romperem. Pesado, né?

Infelizmente, assim como no resto do mundo, o Brasil não está cuidando bem do seu bioma e, por conta disto, a ariranha é considerada uma espécie em perigo, já que a principal ameaça à sua sobrevivência é o desmatamento e a destruição do seu habitat.

Deste modo, com este bicho tipicamente brasileiro que corre risco de extinção, encerramos a nossa lista de animais mais raros do mundo. E aí, gostou?

Continuar Lendo

Em Alta