Animais

Os 10 animais brasileiros ameaçados de extinção: saiba quais são e os proteja!

Com a evolução do mundo e do modus operandi dos homens, a busca pelo lucro tornou-se guia de conduta da sociedade, mesmo que trouxesse ônus à natureza. E trouxe! Com isto, diversos animais correm riscos de extinção, uma vez que seu habitat não existe mais em suas características originais.

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Priscila B. 

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Com a evolução do mundo e do modus operandi dos homens, a busca pelo lucro tornou-se guia de conduta da sociedade, mesmo que trouxesse ônus à natureza. E trouxe! Com isto, diversos animais correm riscos de extinção, uma vez que seu habitat não existe mais em suas características originais.

Não é novidade para ninguém que há diversos animais brasileiros ameaçados de extinção. Mas pudera! Afinal, como prevenir esta situação se não há esforços para mitigar a destruição do nosso meio ambiente? Veja o caso do Pantanal, que está há meses pegando fogo e nenhuma medida efetiva para sanar o problema.

Não é novidade que há diversos animais brasileiros ameaçados de extinção. Mas pudera! Afinal, como prevenir se não há esforços para mitigar a destruição do meio-ambiente?

Aquele ditado do “aqui se faz, aqui se paga” é 100% verdadeiro. No entanto, a curto prazo, quem mais sentem são os animais, vítimas desta situação insustentável que o homem causou à natureza. Já nós, um dia sentiremos na pele as consequências desta destruição desenfreada.

Como falamos no nosso texto sobre os animais mais raros do mundo, os seres humanos sempre foram fascinados pela vida selvagem. Infelizmente, o seu fascínio pelo poder em detrimento do meio ambiente fala mais alto e, agora, temos que lidar com o fato de que temos animais do nosso Brasil correndo riscos de extinção graças à nossa negligência. Para saber quem são eles, então continue a ler o nosso texto.

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10. Ararajuba

Para começar a nossa lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção, vamos daquela que estampa nosso texto: a ararajuba. Também conhecida como Guaruba, este pássaro, que leva o Brasil em suas penas verdes e amarelas, vem sofrendo com o tráfico e o desmatamento do bioma.

Para começar a nossa lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção, vamos daquela que estampa nosso texto: a ararajuba, também conhecida como Guaruba

Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a ararajuba é considerada em risco vulnerável de extinção. Isto significa que, se não preservarmos o seu habitat, logo podemos considerá-la extinta. Parar agravar ainda mais a situação, sua espécie vive na Amazônia e, por isto, pouco se sabe sobre seus hábitos, o que torna ainda mais difícil sua conservação.

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09. Ariranha

A ariranha já apareceu duas vezes no nosso blog nos textos sobre os animais mais raros do mundo e sobre os animais fofos que podem matar, sendo esta a terceira vez que consta aqui. Poderia, então, pedir música no Fantástico? Se sim ou se não, fato é que o melhor seria não essa situação não existisse, já que o motivo da ariranha em estar na lista não é nada bom, uma vez que só está aqui por ser um dos animais brasileiros ameaçados de extinção.

Depois de 2 textos marcando presença, o motivo da ariranha em estar na lista não é nada bom, uma vez que só está aqui por ser um dos animais brasileiros ameaçados de extinção.

Assim como a ararajuba, o Livro Vermelho do ICMBio (2016) classificou a ariranha, também conhecida como lobo do rio ou lontra gigante, em ameaçada de extinção em risco vulnerável. Isto porque este animal é alvo de pesca predatória e caça ilegal, além de sofrer bastante com poluição dos rios do Pantanal e da Amazônia, regiões em que habita.

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08. Baleia-franca-do-sul

Quando pensamos nos animais brasileiros ameaçados de extinção, um dos últimos que vem à cabeça é a baleia, já que ela é bem incomum no nosso território. Quer dizer, quase incomum, pois nós temos a Baleia-franca-do-sul, que, infelizmente, também está correndo risco de ser extinta.

A baleia-franco-do sul é encontrada no litoral brasileiro e sofre bastante com a caça, a pesca, bem como a poluição das águas dos nossos mares.

A baleia-franco-do sul, também conhecida como baleia franca austral, é encontrada no litoral brasileiro. Por sofrer bastante com a caça, a pesca, bem como a poluição das águas dos nossos mares, o Livro Vermelho do ICMBio (2016) a classificou como em perigo de extinção, que é um grau mais preocupante que as duas primeiras.

07. Boto cor-de-rosa

Impossível quem nunca tenha escutado falar no boto-cor-de-rosa! Afinal, este animal possui uma lenda para chamar de sua, a qual diz que ele, nas noites de lua cheia, transforma-se em um jovem belo e elegante que seduz moças solteiras. Pois bem, até o boto cor-de-rosa, animal inteligente e semelhante ao golfinho que vive nas águas amazônicas, está correndo perigo de extinção.

Até o boto cor-de-rosa, animal inteligente e semelhante ao golfinho que vive nas águas amazônicas, está correndo perigo de extinção.

Considerado o maior golfinho de água doce, o boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo no que diz respeito ao número populacional. Isto porque a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais atualmente, sofre com a construção de hidrelétricas, além de ser constante alvo de exploração animal para o turismo. Então, já sabe: se for conhecer esta região do Brasil, evite os passeios que envolvem nadar com o boto, pois ele sofre com este comércio.

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06. Cervo-do-Pantanal

Em sexto lugar na lista dos 10 animais brasileiros ameaçados de extinção, está o cervo-do-pantanal, cujo nome científico é Blastocerus dichotomus. Trata-se do maior cervídeo da América da Sul, podendo ser encontrado no Pantanal, além da Amazônia e do Cerrado.

Em sexto lugar na lista dos 10 animais brasileiros ameaçados de extinção, está o cervo-do-pantanal, cujo nome científico é Blastocerus dichotomus.

De acordo com informações sobre declínio populacional passado e projeção de declínio populacional futuro, o ICMBio classificou o cervo-do-pantanal como ameaçado de extinção. Embora seu declínio populacional seja 50% menor do que foi observado nos últimos 18 anos, ela é maior que 30%. O principal motivo para este fator são o desmatamento e a caça ilegal, além da construção de hidrelétricas na bacia do Rio Paraná.

05. Cuxiú-preto

Chegamos à metade da nossa lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção e quem vai levar a honra (no caso, está mais para desonra, não é mesmo?) de estar em quinto lugar é Cuxiú-preto. Para quem não o conhece, é uma espécie de macaco que pode ser encontrada na Amazônia.

Chegamos à metade da nossa lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção e quem vai levar a honra (no caso, está mais para desonra) de estar em quinto lugar é Cuxiú-preto.

Infelizmente, o Cuxiú-preto, este macaquinho tão engraçado que parece que passou no barbeiro, vem sofrendo com a caça predatória e, principalmente, com desmatamento do seu habitat. Por consequência desta destruição, seus alimentos passaram a ficar escassos, já que, com a queda das árvores, os frutos tão fundamentais para sua sobrevivência estão cada vez mais raros.

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04. Gato-maracajá

Quem é gateiro vai, com certeza, ficar com o coração partido ao descobrir que uma espécie de gato selvagem também está correndo risco de extinção. Neste caso, trata-se do gato-maracajá, que durante décadas com a caça para a venda de sua pele.

Quem é gateiro vai, com certeza, ficar com o coração partido ao descobrir que uma espécie de gato selvagem também está correndo risco de extinção: neste caso, trata-se do gato-maracajá

Encontrado nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, o gato-maracajá está, atualmente, sofrendo muito mais com o desmatamento do seu lar do que com a caça. Com a destruição de seu habitat natural, a espécie tornou-se vulnerável à extinção, conforme apontado pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).

03. Jacutinga

Você já escutou falar da jacutinga? Se não, então vamos te apresentar. Este animal é uma ave da família dos cracídeos que habita as florestas virgens das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, principalmente da Mata Atlântica. Até as décadas de 1950 e 1960, a jacutinga era relativamente comum nesse habitat. Pois é, era!

Até as décadas de 50 e 60, a jacutinga, uma ave que habita as florestas das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, era relativamente comum nesse habitat.

Infelizmente, nos tempos atuais, esta ave vem sofrendo demais com a caça e perda do habitat, o que reduziram drasticamente as suas populações. Não à toa, é classificada como um dos animais brasileiros ameaçados de extinção. Inclusive, em alguns estados como Bahia, Rio de Janeiro e Espírito Santo, ela já foi extinta, sendo possível encontrá-la somente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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02. Lobo-guará

Encontrado no Cerrado, no Pantanal e nos Pampas, o Lobo-Guará, chamado cientificamente de Chrysocyon brachyurus, é considerado o maior mamífero canídeo nativo da América do Sul, podendo atingir entre 20 e 30 kg de peso e até 90 cm na altura da cernelha. Hoje, ele foi escolhido para simbolizar a cédula de duzentos reais.

Encontrado no Cerrado, no Pantanal e nos Pampas, o Lobo-Guará é considerado o maior mamífero canídeo nativo da América do Sul.

Todavia, o que se espera é que o lobo-guará não fique apenas na nota de 200 reais, mas que consiga sobreviver ao perigo de extinção que enfrenta. A espécie está ameaçada principalmente por conta da destruição do cerrado para ampliação da agricultura, além de atropelamentos, caça e doenças advindas dos cães domésticos. No entanto, é adaptável e tolerante às alterações provocadas pelo ser humano. Por exemplo, hoje, o lobo-guará ocorre em áreas de Mata Atlântica já desmatadas, onde não ocorria originalmente.

01. Mico-leão-dourado

Por fim, para encerrar a nossa lista de animais brasileiros ameaçados de extinção, temos o mico-leão-dourado, a primeira espécie que aprendemos que corre risco de não existir mais nas nossas aulas de biologia da quinta série. Pois bem, este animal, que tanto estudamos, habita a Mata Atlântica e sofreu durante décadas com o desmatamento e o seu tráfico, o que resultou na eliminação quase total da espécie.

Por fim, para encerrar a nossa lista de animais brasileiros ameaçados de extinção, temos o mico-leão-dourado, a primeira espécie que aprendemos que corre risco de não existir mais.

Hoje, os poucos indivíduos que existem são restritos aos remanescentes de florestas do estado do Rio de Janeiro. Mas nem tudo é notícia ruim! Felizmente, com o apoio de projetos nas unidades de conservação onde se encontram, a situação tende a melhorar. Aliás, poderia muito bem ter esta expectativa positiva para os demais, não é? Não seria nada ruim!

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Raças de cachorros modificadas em laboratórios: conheça os 08 cães que se transformaram ao longo do tempo

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Priscila B. 

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É difícil de encontrar alguém que não se encante por cachorros, já que eles são tão dóceis com os homens. No entanto, poucos de nós sabemos a história por trás de algumas raças caninas. Chegou a hora de descobrir!

Muitas vezes, ao passarmos pelo um pet shop, nós ficamos encantados pelos cãezinhos, não é mesmo?

Mas você sabia que, por trás daquele rosto tão fofo, é possível este animal seja uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios?

Você sabia que, por trás daquele rosto tão fofo do cãozinho, é possível este animal seja uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios?

Pois é! A raça de um cão é, muitas vezes, resultado do próprio homem, que modificou o animal de acordo com suas preferências.

No entanto, o que poucos sabem é que tais mudanças podem representar ônus à saúde do cachorro.

Para entender mais sobre o que estamos falando, recomendamos fortemente que leia o nosso texto sobre as raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Com certeza, depois dele, você vai repensar a sua relação com os animais de pet shop.

08. Pug

O primeiro da nossa lista de raças de cachorros modificadas em laboratórios é o pug.

Este animal sofreu transformações agressivas, mas tão agressivas, que chegam a ter problemas seríssimos com a sua respiração, os quais colocam sua vida em risco.

Apesar de ser um cachorro que aparenta fofura, o pug é, na verdade, nada disto.

Verdades difíceis de engolir, mas ele é um animal malformado e doente, que não deveria nem existir, pois sua existência é sofrida para este cãozinho.

O pug sofreu transformações agressivas, mas tão agressivas, que chegam a ter problemas seríssimos com a sua respiração, os quais colocam sua vida em risco.

Por exemplo, o focinho curto e achatado do pug, com narinas pequenas e estreitas, dificulta a sua respiração.

Fora isto, esta característica dificulta o animal em arquejar, ato que os cachorros realizam para se resfriar, uma vez que os pugs não conseguem esfriar seus corpos com sucesso, o que pode levar à falência de órgãos.

Outro problema sério é em relação a seus olhos esbugalhados, fruto da sua cabeça pequena e achatada, a qual foi modificada pelo homem.

Por causa do formato deformado de seus rostos, seus olhos são comumente esbugalhados e, por conseguinte, podem ter prolapso, que é a exteriorização do olho.

Tentar reverter a situação, isto é, colocar o olho para dentro da cavidade ocular gera risco de infecção, precisando o animal ter tratamento pelo resto da vida.

07. Buldogue inglês

O Buldogue inglês é reconhecido como um excelente animal de estimação para uma família por causa de sua tendência a formar laços fortes com as crianças.

No entanto, ele também é uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios e, por conta disto, apresenta diversos problemas de saúde.

Um dos problemas de saúde que o Buldogue inglês costuma apresentar é o superaquecimento (heat stroke ou hipertermia).

Assim como o pug, o nariz desta raça foi modificado e encurtado; como consequência, o animal tem dificuldades em arquejar, o que causa o superaquecimento, principalmente no verão.

O Buldogue inglês também é uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios e, por conta disto, apresenta diversos problemas de saúde.

Além disto, o seu físico robusto, diminuto e com rugas favorece vários problemas nas articulações, olhos e pele, exigindo cuidados específicos.

Por exemplo, quando não bem cuidado, é comum o Buldogue inglês ter dermatite de dobra facial, que é o problema de pele que ocorre quando as dobras faciais retém a umidade, ocorrendo então uma infecção.

Para finalizar, esta raça tem muita propensão à obesidade e são muito preguiçosos, o que aumenta as chances de ficarem gordos.

Por isto, é importante preparação e disciplina por parte do dono para passear com o cachorro todos os dias.

06. Basset

Oriundo da palavra francesa “bas” que significa “baixo” ou “anão”, o Basset é uma raça de cães proveniente da França e foi desenvolvida por monges durante a idade média com o intuito da realização de caça a pé.

O seu faro é muito potente, pois, afinal, foi para isto que este cachorro foi criado, não é?

Como pode prever, o faro aguçado é fruto da modificação humana.

No caso do Basset, há um excesso de pele que tem o propósito de cobrir os olhos do cachorro quando ele se abaixa para farejar, deixando-o temporariamente cego.

Por consequência, toda sua atenção fica voltada para os cheiros, pois o animal, ao não enxergar nada ao seu redor, não se distrai com outras cosias.

o caso do Basset, há um excesso de pele que tem o propósito de cobrir os olhos do cachorro quando ele se abaixa para farejar, deixando-o temporariamente cego.

É claro que as modificações não pararam apenas no que diz respeito à pele do Basset.

Ao longo de 100 anos, o cachorro, que nunca foi uma das raças mais altas, ficou ainda mais baixo com as transformações ao longo de várias décadas.

As pernas traseiras ficaram mais curtas, acarretando diversos problemas nas vértebras.

Soma-se à pele em excesso e à sua estatura encurtada os olhos caídos, os quais também trazem uma série de complicações.

Esta deformação faz com que o Basset esteja propenso a desenvolver entrópio, doença em que a pálpebra se vira sobre si mesma, contra o globo ocular.

05. Dachshund

Quem nunca brincou com um salsichinha, não é mesmo?

Esta raça, que já foi a sensação no passado, é mais uma da nossa lista das modificadas pelo homem. C

ontudo, assim como o Basset, este cachorro também passou por um processo de “encurtamento”.

Antes de ser transformado em laboratório, o Dachshund tinha pernas mais funcionais e o pescoço era proporcional ao corpo.

Hoje, no entanto, eles têm as costas mais alongadas, o peito é mais projetado para frente e as pernas são extremamente curtas.

O salsichinha, que já foi a sensação no passado, é mais uma da nossa lista das modificadas pelo homem e, assim como o Basset, também passou por um processo de “encurtamento”.

Com estas modificações, principalmente no que diz respeito ao encurtamento de suas pernas, os “salsichas” podem sofrer com sérios problemas nas vértebras e estão propensos até à paralisia.

Pois é, exatamente as mesmas questões de saúde que o Basset enfrenta.

Além disso, você pode imaginar que esta raça não consegue andar e correr muito bem, não é mesmo?

Isto significa que o Dachshund, além de ter problemas vertebrais, também está mais propenso a ter obesidade, já que não consegue praticar exercícios de maneira adequada.

04. Bull terrier

Assim como os demais desta lista, o Bull Terrier também é uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios. Idealizada por James Hinks, esta raça surgiu a partir de cruzamentos entre o antigo buldogue e english white terrier por volta de 1860 e a sua finalidade era lutar com touros.

Sim, isto mesmo que você leu! No século XIX na Inglaterra, eram comuns os desportos sangrentos envolvendo cães e touros.

Esta prática, chamada de bull-baiting, de onde os cachorros herdaram o nome, passou a ser ilegal em 1835, mas os combates clandestinos continuaram.

Idealizada por James Hinks, o Bull Terrier surgiu a partir de cruzamentos entre o antigo buldogue e english white terrier por volta de 1860 e a sua finalidade era lutar com touros.

Tempos depois, este costume finalmente caiu por terra e as características do Bull Terrier foram se transformando.

No passado, tratava-se de um cão esguio e bonito, com “porte atlético”, mas o homem acabou o modificando artificialmente.

Dentre as mudanças, o formato da cabeça e o crânio mais alongado foram as mais visíveis nesta raça.

Lendo até aqui, deu para notar que estas modificações forçadas trouxeram diversos danos aos animais. Com o Bull Terrier, não seria diferente.

As intervenções fizeram com essa raça adquirisse doenças de pele, dentes em excesso e outros fatores negativos, como perseguição compulsiva da cauda.

03. Boxer

O Boxer é uma raça de cães do tipo dogue, oriunda da Alemanha e cujo ancestral direto é o extinto Bullenbeisser alemão, utilizado para a caça e combate a animais de grande porte, como javalis, touros e ursos.

Acredita-se que estes cachorros passaram a cruzar com o antigo buldogue inglês e, deste cruzamento, surgiu, então, o Boxer.

O primeiro boxer registrado foi o cão Muhlbauer’s Flocki na exposição canina de Munique em 1895.

Ele, por sua vez, foi o resultado do acasalamento de um antigo buldogue branco com uma fêmea bullenbeisser.

A partir deste mesmo ano, foi fundado o primeiro Clube de criadores de Boxer do mundo.

O Boxer é uma raça de cães do tipo dogue, oriunda da Alemanha e cujo ancestral direto é o Bullenbeisser alemão, utilizado para a caça e combate a animais de grande porte.

Do primeiro boxer até os atuais, houve diversas modificações ao longo de seu caminho.

Os cachorros de hoje em dia têm um rosto mais curto, com focinho ligeiramente arrebitado e achatado.

Por consequência, apresentam dificuldade em controlar sua temperatura no verão por serem braquicefálicos.

Além disso, outras mudanças perceptíveis do boxer são o fato de sua cabeça ter ficado mais alta e o pescoço mais alongado.

Felizmente, dentre todos os problemas que essa raça já enfrenta, como a hipertermia e a sua maior propensão ao câncer, estas modificações em específico não lhe causaram tantos danos.

02. São Bernardo

Considerado o cão que é a cara de Bariloche, na Argentina, o São Bernardo também não passou ileso das modificações humanas e é mais uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Originário da Suíça e Itália, sua sobrevivência foi garantida graças aos monges, que, desde 1660, passaram a criá-los num mosteiro chamado Hospice du Grand St. Bernard. Não precisamos nem falar que foi daí que ganhou o nome, né?

Como aconteceu com inúmeras raças na Europa durante as guerras mundiais, estes cães quase desapareceram.

Para que não sumissem totalmente, os que restaram foram cruzados com os terra-nova, cachorros originários da Ilha Newfoundland no Canadá.

O resultado deste cruzamento foi um São Bernardo bem diferente: se antes eram menores e menos peludos, agora passaram a ser enormes e com pelagem longa.

Considerado o cão de Bariloche, na Argentina, o São Bernardo também não passou ileso das modificações humanas e é mais uma das raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Contudo, este “novo” São Bernardo, que ficou conhecido por aparecer em livros e filmes como Beethoven de 1992, passou maior e mais pesado, com uma quantidade exagerada de pele.

Com isto, ficou mais difícil para estes cães conseguirem estabilizar a temperatura corporal, aumentando, assim, casos de câncer nos ossos e paralisia.

Com o São Bernardo, chegamos, então, ao nosso número 01 de raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Consegue dar algum palpite do que vem por aí?

01. Pastor alemão

Pois é! Nem o Pastor alemão escapou das modificações humanas…

Atualmente usado mais como cão de guarda e cão policial, ele, em sua origem, era utilizado como cão de pastoreio de rebanhos, sendo considerados híbridos de lobos.

Outro fato curioso sobre a sua história é que se especula um possível parentesco com a raça Pastor-da-boêmia, que é bastante antiga, mas não há fatos que comprovem esta relação.

De qualquer forma, uma coisa é certa: eles também se transformaram ao longo do tempo.

Sobre as mudanças do Pastor alemão, elas são bem mais “gentis” se comparadas com as demais desta lista de raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Sobre suas mudanças, elas são bem mais “gentis” se comparadas com as demais desta lista de raças de cachorros modificadas em laboratórios.

A principal diferença está no tamanho do bicho, que passou de 38kg, em média, para 25kg.

Além disto, os cães da raça Pastor Alemão atuais possuem peito mais largo, inclinado para trás, o que não lhe traz tantos ônus à sua saúde, como acontece nos demais casos.

E, desta forma, com este cão que praticamente faz parte do nosso cotidiano, encerramos o nosso texto sobre as raças de cachorros modificadas em laboratórios.

Esperamos que tenha aprendido bastante! Até a próxima!

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