Dicas

Você escova os dentes do seu gato? Saiba tudo sobre essa prática!

Por

Lucas Silva 

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Você sabia que gatos precisam escovar os dentes? Um ato de higiene quenão se fala muito, mesmo entre os tutores mais dedicados, limpar as presas do seu peludo é superimportante para manter a saúde dele.

Muita gente não desconfia que cães e gatos precisam ter seus dentes escovados. Se a gente parar e pensar, vai parecer que faz sentido: na natureza eles não escovam os dentes, não é verdade?

A coisa muda quando a gente descobre um problema de saúde que não vemos nas séries de TV e filmes: a cárie dos gatos. Além disso, gatos selvagens têm uma expectativa de vida menor do que a dos gatos domésticos – justamente porque, em casa, os felinos têm a nós, para cuidar deles.

Então, quais são os cuidados que devemos ter com a boca dos gatos? Quais são os problemas? Descubra aqui, e ajude seu gato a não ter mais “bafo de onça”.

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A arcada dentária dos felinos

Antes de falarmos em doenças e escovação dos dentes de um gato, vamos falar sobre a arcada dentária dos gatos. Você sabe quantos dentes tem um gato? Quando aparecem os dentes?

Os dentes de um gato costumam surgir por volta de três semanas, após o nascimento. Com mais ou menos oito semanas, a boca do peludo contará com 26 dentes. E, mais ou menos com três meses, esses dentes de leite começam a cair, para dar lugar aos 30 dentes que compõem a boca de um gato adulto.

Com 30 dentes, já dá pra imaginar que seu gato deverá querer morder muitas coisas, não é verdade? Por isso, muitos veterinários destacam a importância de escovar.

Além de deixar os dentes limpos e mais fortes, na escovação, você estará removendo sujeiras que poderão acumular bactérias, e causar infecções para além da boca.

Gatos, como seres humanos e cachorros, podem ter diversos problemas, no caso de uma limpeza de dentes inadequada. Dos mais leves – tipo mau-hálito – aos mais graves – a extração dos dentes.

Outro fator que influencia bastante a saúde bucal de seus gatos é a alimentação. Comidas humanas, ou de só um tipo, podem desregular a acidez da boca do felino, atacar o esmalte dos dentes, causar mais ou menos salivação e tártaro…

Parecem várias coisas para serem pensadas. Mas a verdade é que cuidar dos dentes de seu gato é muito mais simples do que parece.

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A cárie dos gatos

Quando falamos acima em cárie dos gatos, nos referimos a um problema que ataca dos felinos, mas que não é, exatamente, uma cárie, da mesma forma que são as cárie humanas.

O problema tem um nome um pouco confuso, Lesão de Reabsorção Odontoclástica Felina (LROF). A má notícia é que, provavelmente, seu gato será afetado por ela, quando for mais velho – alguns veterinários falam que 60% dos gatos, em algum momento da vida, terão LROF.

Entretanto, a escovação correta vai garantir que o LROF não seja um problema tão grave.

O que acontece é que, com o tempo, os dentes dos gatos vão sofrendo pequenas erosões. Essas erosões vão sendo cobertas com a gengiva, causando dor e gengivite nos animais.

A origem dessa erosão não é totalmente conhecida. Mas alterações na dieta, na imunidade do felino, e infecções como gengivite e periodontite costumam estar associadas ao LROF.

Assim, é essencial que o tutor escove, sempre, os dentes de seu gato. E que ele escove com pasta anti-bacteriana própria para pets, vale ressaltar.

Outro comportamento vital, para a saúde bucal felina, são as visitas ao veterinário. Esse profissional vai determinar se o gato está começando a ter LROF ou não, e então determinar o melhor tratamento.

Diante dessa colocação, surge a pergunta:

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Gatos vão ao dentista?

O melhor profissional para atender seu gato, nas questões de saúde bucal, é um veterinário. Veterinários generalistas vão saber examinar os dentes, recomendar rações, dizer qual é a melhor pasta de dente e a melhor escova…

Para alguns tratamentos, entretanto você talvez terá de procurar um veterinário com especialização em ortodontia animal. Porém, esses são casos mais extremos.

No check-up periódico de seu pet, o veterinário vai dizer o que você precisa fazer pela saúde bucal de seu gato.

Entretanto, não espere esse profissional falar: você deve começar a escovar os dentes de seu gato desde o primeiro diz que ele entrar em sua casa.

A escova de dente, num primeiro momento, pode ser uma para dentes humanos, desde que seja com cerdas bem macias. Já a pasta, deve ser exclusivamente para gatos (ou a genérica para animais).

Vale ressaltar, entretanto, que essa pasta, você só encontrará em petshops.

A hora de verdade: escovando os dentes de seu gato

E, com qual idade você deve começar a escovar os dentes de seu gato?

O melhor momento é começar nos primeiros meses, logo que seu pet começar a comer alimentos sólidos.

Contudo, gatos adultos e idosos que nunca passaram pelo processo, também devem receber esse cuidado. Nunca é tarde para você começara ter esse cuidado.

A vantagem de gatos menores, é que para eles tudo está sendo uma experiência muito nova. Então eles não terão um susto tão grande, quando você começar.

Gatos mais velhos vão se assustar, e mesmo te arranhar e morder. Mas você deve resistir às dores e protestos, ter paciência e cuidar de seu amigo. Será muito importante, para ele, esse cuidado.

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Escovando os dentes do seu gato

Assim, para começar, é fundamental que o gato entenda a escovação, de alguma forma, como uma brincadeira. Deixe ele relaxado, procure fazer carinhos nas costas e nuca. E claro, negocie com brinquedos e petiscos.

Ele não precisa estar deitado de costas, mas precisa estar bem “abraçado”, para evitar uma “fuga” imprevista.

Estava fazendo carinhos no seu gato e ele te atacou? Para evitar novas mordidas e arranhões, descubra aqui 10 coisas que os gatos detestam.

Se no início, o gato estranhar muito a escova, faça com seu dedo enrolado em uma gaze. O mais importante é nunca esquecer da pasta, pois esse produto ajudará a combater bactérias causadores de mau-hálito e tártaro.

A frequência varia de gato para gato, mas o ideal seria fazer a escovação 3 vezes por semana, no mínimo. Se o seu gato permitir, escove todos os dias.

E, se o seu gato for do tipo que sai para caçar ratos, passarinhos ou insetos, aí escovar os dentes terá uma dupla importância.

Por serem animais selvagens, em contato direto com a natureza e com lixo urbano, ratos, passarinhos e insetos se tornam vetores de bactérias e parasitas. Se seu gato morde eles, essas bactérias e parasitas se tornam um problema a mais, na saúde bucal de seu bichano.

Então…

…Agora você já sabe: escovar os dentes de seu gato não é apenas um ato de higiene. É um ato de amor para e com ele! E você, certamente, ama seu gato. Por isso, não tenha medo de segurar ele, com carinho e fazer o que for necessário. Arranhões fazem parte.

Seu gato vai até mesmo aprender a sorrir, só pra te agradecer!


E você, já escovou o dente do seu gato? Como foi a experiência? Seu gato já teve alguma doença bucal? Sentiu falta de alguma informação? Conte para nós nos comentários!

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Animais

10 dicas de ouro de como cuidar de um filhote de gato

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Lucas Silva 

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Imagine a cena, você sempre quis adotar um gato; então você vai até o centro de adoção mais próximo, e chegando lá, o que vê? Filhotes! Pronto, agora sua dificuldade é apenas escolher qual daquelas bolotas de pelos vai ser o mais novo morador de sua casa.

O que muita gente não sabe, porém, é que criar um gatinho é bem mais do que só ensinar a fazer xixi na areia, e tomar cuidado pra ele não cair no vão do sofá.

Pense comigo: você conhece o calendário de vacinas felinas sabe qual a ração correta? Sabe quando seu amiguinho vai trocar os pelos e os dentes?

Falando assim, parece muita coisa. Porém, são detalhes que, com dedicação, você aprende rapidinho. E depois, seu gato vai crescer tão rápido, que ensinar tudo de novo, vai até dar saudades. Confira!

10. Como montar o espaço do seu filhote de gato?

O filhote de gato é, como todo filhote, uma coisinha inocente, e cheia de curiosidade sobre o mundo. Então, ele vai chegar à sua casa, ávido para descobrir sobre tudo quanto for possível.

Pense só: ele não sabe que as lâmpadas queimam, não sabe que vasos caem no chão e quebram, não sabem que sua almofada de seda não serve para ser mordida…

É um mundo novo para ele. Então, você precisa preparar o espaço para seu filhote de gato e, principalmente, ficar próximo do gatinho, para ele não se machucar.

Colocar telas nas janelas, afastar plantas (e não ter nenhuma venenosa), também é primordial. Criar “esconderijos” e “desafios” com caixas e tábuas de arranhar também fará muito bem ao seu filhote.

Por outro lado, ter brinquedos e arranhadores diversificados vai ajudar seu filhote a desenvolver autonomia, autoconhecimento e confiança.

Autoconhecimento, no caso, é ele saber e entender logo seus limites físicos, suas habilidades, e suas preferências. E claro, ter a caixinha (ou as caixinhas) de areia em lugares estratégicos e de fácil acesso.

09. Ensinando seu filhote de gato a fazer xixi

Justamente por ser um filhote, seu gatinho são saberá o que é fazer xixi ou cocô na areia. Se ele for um pouco mais velho, provavelmente terá visto a mãe fazendo, e, assim, já terá alguma noção.

Mas se o filhote for bem jovem, quem vai ensinar é você. Então, algumas dicas são essenciais.

A primeira é ter pelo menos duas caixas de areia, para seu gato. Às vezes, o gato faz xixi num canto e cocô no outro, então, é importante você considerar isso, no treinamento. E ainda, ter as caixas sempre limpas.

A segunda dica é limitar o acesso do seu gato. Se ele já souber desde pequeno, onde não pode ir, isso vai facilitar na hora de ele escolher onde fará suas necessidades.

Outras coisas, como limpar os dejetos na mesma hora – para o gato não conseguir sentir seu cheiro de novo, e então não achar que pode fazer cocô ali sempre –, e colocar estratos ou folhas secas de plantas que seu gato não gosta, no local, podem ajudar.

Mas a primeira regra: incentive o uso da caixa de areia.

08. Os dentes e as unhas do filhote de gatos

Muita gente não sabe, mas gatos também têm dentes de leite. Eles caem ao longo do primeiro ano de vida dos filhotes, mesmo assim, eles devem ser escovados.

Para isso, procure uma escova e uma pasta própria para pets na loja especializada de sua confiança.

Já em relação às unhas, elas devem ser cuidadas para não encravar e não crescer demais. Arranhadores ajudam a desgastar as unhas velhas, mas limpar, lixar e cortar é importante, para manter a higiene do bichano.

Condicionar seu gato a esses rituais, desde a infância deles, é importante, para que eles cresçam adultos saudáveis, e não estranhem você fazendo os atos de limpeza.

Para mais dicas sobre as unhas dos gatos, acesse nosso artigo exclusivo sobre essa parte do corpo dos felinos.

07. A dieta do filhote de gato

Um filhote de gato, ao contrário do que muita gente pensa, não pode beber leite. Pelo menos, não o leite de vaca. Apenas o de sua mãe.

O desmame, normalmente, acontece de forma natural, e no tempo do gato. Porém, o gato deve ser estimulado a consumir comida felina, desde cedo.

É importante consultar o veterinário, antes de comprar qualquer ração, porque às vezes, seu gato tem alguma doença ou condição que exige um cuidado maior na alimentação.

Mas, nesses primeiros meses de vida, principalmente, evite que seu gato coma qualquer coisa que não seja a ração. Assim, você evita desnutrições e baixas no sistema imunológico dele.

Confira aqui alguns sites com promoções de ração.

06. A pelagem de um filhote de gatos

Quando você adotar um filhote de gato, acostume ele com o ritual da escovação de pelos. Você pode pedir para o petshop fazer isso, mas não é uma coisa difícil.

É importante você usar uma escova de cerdas macias, e de um material antialérgico (nas lojas especializadas há diversas opções).

Isso impede a formação de nós, o acúmulo de sujeira, e bolas de pelos – que vão surgira, mas serão menos frequentes, com a escovação correta.

Lavar os pelos do gato também é essencial. Para isso, procure produtos de higiene próprios para gatos.

Cuidar de seu gato é, também, cuidar de seus pelos.

05. Vacinas e doenças do filhote de gatos

Filhotes de gatos, como crianças, precisam ser imunizadas contra doenças, nos primeiros anos de vida.

Cinco doenças, especificamente, então nos calendários de vacinação de gatos. São a Chlamydia felis, a Calicivirose, a Doença da arranhadura, a gripe felina e a Panleucopenia felina.

Além disso, a leucemia felina e a raiva também são evitáveis pela vacinação.

Quando você vacina seu filhote, você, inclusive, evita que outros gatos da casa, eventualmente, se contaminem (e vice-e-versa).

Além disso, é importante que seu gato seja vermifugado, e esteja sem pulgas e carrapatos, que podem contaminar, inclusive, os humanos da casa.

Leia mais sobre vacinas e doenças aqui. Porém, não se esqueça: todas as orientações de vacinação devem ser dadas pelo veterinário.

04. Impondo limites ao seu filhote de gatos

Impor limites não significa oprimir seu filhote de gato. É simplesmente fazer ele entender que há lugares da casa aos quais ele não pode ir, e coisas que não pode fazer.

Lugares das necessidades, alimentos, horários para dormir, comer e brincar… São coisas simples que seu gato, por ser um animal doméstico, precisa aprender.

Para isso, é importante que o filhote de gato tenha vários brinquedos, para ele não se entediar.

Além disso, você pode tentar sprays educadores, vendidos em petshops. Com eles, você espirra um pouco da essência perfumada no local a ser evitado, acostumando seu gato.

03. O filhote de gatos e outros animais da casa

Se você já for o tutor de outros animais, antes de colocar um filhote de gato em sua vida, veja bem seus amigos antigos: será que eles vão gostar de um novo ser, nas suas vidas?

A pergunta é simples, porque há animais (algumas raças de cães, gatos mais idosos) que simplesmente não suportariam essa ideia. Assim, ter um filhote em casa vai ser uma tremenda dor de cabeça. E às vezes, o pior pode acontecer (com o filhote).

Mas, se você perceber não há problemas, adote o filhote. Mas tenha ciência: seu gato mais velho vai se sentir invadido, e, a principio, ficará meio relutante com o novato. Então, crie o espaço do gato novo, longe do espaço do gato velho. E não mude seu comportamento com o antigo, por causa do novo.

Aumente a quantidade de brinquedos, caixas de areia e arranhadores, também. Adotar um gato novo, é acrescentar gastos novos, e considerar isso é importante. Seu gato velho não vai aceitar um ser diferente fazendo xixi na caixa dele, por exemplo.

02. Castrando o filhote de gato

Castrar um gato é extremamente importante.

Primeiro, isso vai reduzir consideravelmente comportamentos de influência hormonal (como agressividade).

Gatos com seus órgãos sexuais ficam mais propensos a terem um comportamento nervoso.

As gatas, por estímulo hormonal, ficam inquietas, no período do cio. Já os gatos, esses ficam aflitos quando sentem os odores de uma gata no cio, e muitos escapam de casa, nesses dias.

O segundo ponto a favor da castração é no que se refere a doenças.

Canceres, inflamações e afins podem ser evitados com esse procedimento. E, ao contrário do que muitas pessoas falam, ele pode ser feito no Centro de Controle de Zoonoses municipal, de graça.

Apenas se atente para a época. O veterinário poderá dizer o período mais adequado para seu filhote. Mas, em geral, a partir dos 6 meses já é recomendável.

Terceiro, as gestações de um gato são rápidas. Às vezes você prefere esperar um ano, acontece um “acidente” e então sua gata emprenha-se de 12 filhotes… E aí, o que você fará?

Mesmo se você quer ter um gatil, saiba que cada ano, pelo menos 10 gatinhos novos vão nascer,

01. Quando adotar um filhote de gato

A dica mais importante é saber quando o gato pode ser adotado. Criar um filhote é tudo de bom, mas deve ser na época certa. O melhor é você esperar cerca de 60 dias, para afastar o filhote e a mãe.

Seja por saúde, por hábitos, por alimentação… Gatos muito novos vão requerer muito mais cuidados, uma vez que, para eles, tudo é novo.

Assim, é importante adotar apenas de gatis reconhecidos e qualificados. Criadores de “fundo de quintal”, normalmente, não cuidam da mãe de forma adequada, nem dos filhotes, cobrando taxas veterinárias abusivas.

Em outras palavras, eles vendem o filhote, inventando gastos que não existem.

Para evitar isso, você pode procurar mais informações no Clube Brasileiro do Gato.


E você, já teve um filhote? Como foi sua experiência? Ficou alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Conte para nós nos comentários.

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