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É possível criar gatos e aves na mesma casa? Descubra aqui!

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Lucas Silva

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Gatos e aves

“Eu acho que eu vi um gatinho”. Quem é que não se lembra do bordão de Piu-Piu, o canário dos Looney Tunes, quando pensamos na relação entre gatos e aves, não é mesmo?

Isso acontece porque gatos são predadores naturais, de aves. Ou seja, na natureza, gatos selvagens, tipo jaguatiricas, linces, ou o gato-do-deserto caçam aves. Então, caçar um passarinho está no sangue do seu bichano.

Como consequência, provavelmente, a maioria das pessoas pensará que é impossível criar aves junto com gatos – a não ser que estejamos falando da Galinha de Bauru – não é?

Porém, fazer a sua própria versão de O gato malhado e a andorinha sinhá de Jorge Amado, em casa não é impossível.

Para tanto, basta você seguir algumas dicas importantes. Confira abaixo.

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1. Quase dois irmãos: prefira filhotes

Se você quiser criar um gato e um pássaro juntos, prefira filhotes. Principalmente, no caso do gato. Gatos são mais inteligentes do que pássaros, logo, será mais fácil ensinar o felino, do que a ave.

Por sua vez, mais fácil do que ensinar a um gato, é ensinar a um filhote. Um filhote está aprendendo sobre o mundo, tanto sobre fazer as necessidades, quanto sobre comer. Assim, se você adestrar seu filhote a entender os passarinhos como um “igual” (guardadas às devidas proporções), a chance de sucesso é maior.

A mesma coisa vale para outras espécies, como hamsters, ratos, chinchilas, tartarugas…

Para tanto, brinque com o filhote de gato, no mesmo espaço que o passarinho. Deixe o filhote tocar na ave, sentir seu cheiro, dividir a cama. Crie laços entre eles na infância, para eles serem mais fortes na maturidade.

2. Castre seu gato

Nossos leitores sabem que somos entusiastas da castração de gatos.

Além de prevenir doenças, essa operação previne comportamentos de estímulo hormonal, como a territorialidade e a agressividade. E ajuda a inibir comportamentos instintivos – como o comportamento de caçar, mesmo que haja uma boa oferta de alimentos.

Em outras palavras, para criar um gato e um pássaro juntos, castrar o gato é quase obrigação.

O gato castrado não vai sentir aquele impulso de ataque que outros gatos têm. Esse impulso é o instinto falando. É como se no cérebro do gato existisse um gene que servisse para preparar o filhote pra maturidade.

O filhote vai caçar porque ele precisa aprender a fazer isso na maturidade.

Em gatos selvagens, isso é perfeitamente natural. Eles não têm um tutor que vai dar ração, amor e carinho.

No caso de um gato doméstico, é um comportamento sem necessidade. Salvo se você quiser que seu amigo peludo ataque os bichinhos de pelúcia da sua filha. Ou, no caso que estamos falando aqui, seu canarinho.

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3. Não abra mão das gaiolas

Um poema do grande escritor Robert Frost fala: “Bons muros fazem bons vizinhos”. Essa máxima serve para gatos e pássaros na mesma casa. Ter uma gaiola para o passarinho é vital.

Lembra quando o Frajola tenta abrir a gaiola do Piu-Piu no desenho dos Looney Tunes? A má notícia é que isso acontece na vida real. Então, você precisa de uma gaiola que tenha uma tranca difícil, de preferência, com cadeado, e frestas estreitas.

Gaiolas com pernas (ou seja, que não ficam penduradas, ou sobre móveis), dão uma seguranças maior, no caso de seu gato pular contra ela.

E não duvide da força do seu gato. Prefira gaiolas de metal, porque o plástico e a madeira quebram com muito mais facilidade.

Veja alguns modelos, aqui.

Outro ponto importante é dificultar o acesso do gato, à gaiola. Quando você estiver perto, tudo bem. Quando você não for estar, tente deixar a gaiola em um quarto ou área da casa onde o gato não tenha acesso. Ou em uma altura que o bichano não alcance.

Não duvide dos instintos, mesmo se o gato for castrado.

Quer saber o que seu gato não pode comer (além do canarinho da casa)? Acesse aqui e descubra!

4. Garanta que todos estejam tranquilos

Seu gato não pode se sentir intimidado ou inseguro, quando estiver perto do passarinho. E o passarinho também não. E você também não.

Se uma das três partes estiver amedrontada, acidentes podem acontecer. Isso, porque, a parte que estiver assustada poderá atacar para se defender – ou para defender a outra, caso o assustado seja você.

Sabia, por exemplo, que papagaios, tucanos e cacatuas podem atacar, para se defender?

Vamos imaginar a cena: vocês três estão brincando e o gato faz um movimento suspeito; você se assusta e dá uma tapinha nele. Pronto: agora seu gato vai associar a ave à agressão.

Ou então, vocês três estão tranquilos, quando o papagaio abre as asas e solta um berro. O gato toma um susto e dá uma patada na cabeça da ave.

Então, quando vocês três estiverem convivendo, garanta que o pássaro e a ave estejam relaxados, tire o foco dos animais, um do outro.

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5. O que os olhos não veem… Costuma dar errado!

Seu gato não é um animal ético e moral, em relação aos pássaros, pelo menos. Você pode fazer tudo (castração, convivência, muitos brinquedos) e mesmo assim, acontecer um acidente – justamente quando a ave e o bichano estiverem juntos.

Porque no fundo, seu gato ainda é um gato. Isso é, desde que ele nasceu, no cérebro dele, existe essa informação genética (caçar aves, roedores etc.).

Logo, não confie no seu gato, como se ele entendesse que não deve atacar o pássaro. Mesmo porque, para ele não é errado: ele vai caçar e, provavelmente, ofertar o cadáver pra você, porque isso é um sinal de afeto, em alguma medida (ele está “ajudando” você na obtenção de comida).

Outras razões para um acidente podem incluir: o pássaro bicar alguma parte do gato por engano; o pássaro mexer em alguma coisa do gato, que ele não deveria; um afeto mais “intenso” por parte do gato…

Dessa maneira, o melhor que você pode fazer é sempre estar perto, quando o pássaro estiver fora da gaiola.

6. Cabeça vazia…

Se você, o pássaro e o gato estiverem juntos e, mesmo assim, o gato atacar, talvez o felino estivesse só entendiado.

Opte por brinquedos sonoros, com guizos, com compartimentos que escondem comida. Outra opção são os arranhadores com mola. Coisas que façam seu gato ficar exausto, porque se ele não gastar bastante energia, vai se entediar. E aí, talvez arranhe o passarinho, só pra se distrair um pouco.

Da mesma forma que ele empurra um caixote da mesa, ele pode dar uma patada na sua ave. Então, não dê margem para o tédio. Estimule-o a se mover, espalhe petiscos, esconda brinquedos, faça carinhos na nuca. Mas não deixe o gato parado.


Essas são algumas dicas para criar gatos e passarinhos, juntos. Mas você deve se lembrar que, mesmo com tudo isso, talvez NADA DÊ CERTO. E tudo bem. É da natureza do gato, caçar. E se esse foi o caso, não se sinta mal.

E não nos culpe. A gente avisou lá em cima, criar gatos e pássaros é muito difícil. Muito mais do que gatos e cachorros, ou outros animais.


E você, tem um gato e um pássaro? Como é a convivência deles? Como foi a adaptação? Você tem alguma dica? Conte para nós nos comentários! E se você tiver uma foto, envie também!

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Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Animais

Viajar sem seu animal: Pet Hotel ou Pet Sitter

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Lucas Silva

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| Atualizado em

Você vai viajar de avião e não quer levar seu cachorro? Vai para aquela cidade de praia meio isolada, tem medo de levar seu gato, e o bichano se perder? Vai tirar uma segunda lua-de-mel e não quer levar seu filho de quatro patas?

Não tem problemas: deixe seu amigo em um Pet Hotel (Hotelzinho) ou com um Pet Sitter.

Apesar de viajar com seu bicho é superlegal, tem viagens que é melhor ele não ir; então, escolher um bom cuidador para ele é essencial.

O primeiro lugar é uma casa especializada, com uma equipe que vai garantir amor, carinho e cuidados para seu cachorro ou gato, mas num lugar estranho a ele. O segundo, é uma pessoa que vai na sua casa, durante algumas horas do dia, e lá vai se dedicar, exclusivamente, ao seu amigo peludo, dando todo o amor e cuidado que ele precisa.

Porém, qual é a opção mais adequada para seu animal? Qual é a mais adequada para o seu estilo de vida? A seguir, listamos algumas vantagens e desvantagens de Pet Hotéis e Pet Sitters, para te ajudar a decidir qual serviço escolher, e assim, poder aproveitar sua viagem, sem preocupação!

Conforto

Se para nós, sair um pouco da rotina, experimentar uma cama nova, acordar com uma bela paisagem é renovador, para o cachorro ou gato, às vezes é assustador. Pense bem: ele está em um lugar que ele não conhece, com pessoas e animais que ele não conhece.

Assim, o chamar um Pet Sitter é uma opção bem melhor, em termos de conforto. Seu animal não vai sair do lugar dele, da cama dele, não vai se afastar dos seus brinquedos e do seu cantinho do xixi...

Claro que tem animais que conseguem se dar muito bem em lugares novos. Também temos Pet Hotéis que, igual hotéis para pessoas, são muito mais luxuosos que nossas casas. Então, se você acha que seu amigo merece dar essa variada de ambiente, vale a pena investigar.

Mas é como diz o ditado: não há lugar como nosso lar.

Ponto: Pet Sitter

Socialização

A não ser que você seja o tutor de vários animais, quando você viaja, seu gato ou cachorro vão ficar sozinhos em casa. O Pet Sitter vai na sua casa, vai brincar com eles e, eventualmente, poderá levar seu amigo para passear. Mas ele ficará sozinho, principalmente de noite.

Gatos são, por instinto, animais mais propensos a ficarem sozinhos. Pense em um tigre, ou um leopardo: grandes felinos solitários. Diferente de cães, que evoluíram dos lobos, que viviam em enormes alcatéias. Assim, em um Pet Hotel, seu animal vai interagir com outros bichos da sua espécie e até de outras.

Para algumas raças de cachorro e até de gatos, ficar muitos dias sozinho pode ser bastante estressante. Pense bem: um som diferente, pessoas diferentes no bairro, ou situações inesperadas (como gritos de torcedores em dias de jogos) são coisas que vão assustar seu animal.

Se ele estiver com outros animais, no Hotelzinho, vai se sentir mais seguro, mais acolhido. Na sua casa, principalmente de noite, ele não terá ninguém para passar essa sensação de segurança.

Ponto: Hotelzinho

Atendimento individual

Quando falamos dos nossos animais, todo dono é igual: “todos os gatos são parecidos, mas só o meu gato faz isso”, vão dizer os donos. O mesmo vale para cachorros.

Dessa forma, o serviço que vai, melhor atender às necessidades exclusivas do seu animal, é um Pet Sitter. Nos Pet Hotéis, é claro que seu cachorro ou gato será muito bem cuidado, será observado de perto por cuidadores especializados e carinhosos, e vai brincar bastante. Mas, será um tratamento genérico – porque terão lá muitos outros animais

Dessa forma, só um Pet Sitter, contratado para cuidar exclusivamente do seu animal, vai saber fazer aqueles cafunés e brincadeiras que só o seu cachorro ou gato gostam. Essa pessoa estará lá para entender seu amigo peludo, para se dedicar exclusivamente para ele, e eventualmente, para fazer chamadas de vídeo para você falar com seu bichinho.

Além disso, alguns Pet Sitter podem fazer visitas ao seu animal, algumas semanas antes da sua viagem. Assim, seu gatou ou cachorro não vão estranhar quando ele for lá, e você não estiver, e o profissional já vai conhecendo melhor, cada necessidade própria, do seu amigo peludo.

Um Pet Sitter é alguém que vai amar seu pet tanto quanto você.

Ponto: Pet Sitter

Seu gato está entediado? Descubra aqui arranhadores divertidos e diferentes para ele se distrair!

Segurança

Quando você hospeda seu gato ou cachorro em um Pet Hotel, lá haverá monitoramento por câmeras, 24 horas, provavelmente, um veterinário plantonista, além de diversas pessoas, cuidando para que seu cachorro não sinta frio, fome sede, e fique sempre limpo. Ou seja, é um lugar seguro, administrado por pessoas experientes e dedicadas.

Um Pet Sitter precisa ser uma pessoa de sua extrema confiança. Existem alguns pet shops que, eventualmente, oferecem o serviço. Mesmo assim, pense bem: trata-se de uma pessoa que vai entrar, sozinha (é o que se espera) na sua casa, e, sem ninguém ver, e sem nenhuma presença de câmeras de monitoramento, vai cuidar de seu amigo – e ter acesso às suas coisas.

Por isso, é muito importante você pesquisar bem, quem é o Pet Sitter, caso opte por esse serviço. Pesquisar referências, o que falam dele nas redes sociais, se há fotos do profissional com outros cães e gatos, se ele tem conhecimentos básicos de veterinária e primeiros socorros, se ele sabe sobre alimentação animal...

Além disso, haverá períodos em que o seu animal estará sozinho, no caso de contratar um Pet Sitter. Assim, se acontecer algum problema na casa, no momento em que o Pet Sitter já tiver ido embora, não terá lá ninguém pra resolver isso de forma rápida.

É claro que existem milhares de Pet Sitters excelentes, como também existem Pet Hotéis com atendimento e instalações que deixam a desejarem. Por isso, pesquisar sobre Hoteizinhos, ver avaliações em sites especializados e redes sociais, procurar fotos, é muito importante.

Mas, de maneira geral, Pet Hotéis são mais seguros – em uma avaliação genérica.

Ponto: Hotelzinho

Valores

Um Pet Sitter é um profissional que vai dedicar algumas horas do seu dia, exclusivamente, ao seu gato ou cachorro. Ele estará com seu animal por certo período de horas, vai conversar com ele, levar para passear, dar banho, fazer toda a higiene...

Em um Pet Hotel, seu animal será cuidado, limpo, bem alimentado, brincará bastante. Mas ele não será o único animal do lugar.

Logo, alguns serviços de Pet Sitter podem ser tão caros quanto de um Hotelzinho, se não mais.

O Hotelzinho tem o custo com lavanderia e limpeza das áreas comuns, ração, eventuais remédios e brinquedos (principalmente se você tiver um cachorro que adora destruir coisas), além das contas como água, luz e eletricidade. E alguns são tão luxuosos quanto hotéis de luxo para pessoas.

Um Pet Sitter vai cobrar pelo horário que estará, pelo serviço (só alimentar e brincar? Correr com o animal? Aparar o pelo e as unhas?), mas não vai somar ao valor total as contas como mercado, farmácia e brinquedos. Logo, talvez seus valores sejam menos, mas nesse caso, você terá que arcar com todas as outras contas.

Então, vale você pesquisar bastante, sobre a estrutura e as facilidades de cada serviço, se a questão do valor for um problema.

Ponto: Empate

Resultado

Tanto um Pet Sitter quanto um Pet Hotel podem ser escolhas boas ou não, para o seu gato ou cachorro, quando você for viajar. A primeira coisa a fazer é você analisar o que você acredita que será o melhor para seu amigo. Em segundo lugar, você deve pesar as vantagens e desvantagens de cada serviço, e então, procurar aquele que for o melhor possível, o que mais te agradar e te passar confiança, dentro das suas condições.

Cada serviço tem seus pontos positivos e negativos, e, como cada gato e cada cachorro é um ser único, às vezes, um serviço será melhor para o bichano de um tutor, mas não será para outro.

Por isso, é importante você conhecer seu pet, e então pensar consigo mesmo, qual serviço será melhor para ele. O mais importante é não deixar a oportunidade das suas merecidas férias passar. Seu animal ficará bem, se o serviço escolhido for realizado por pessoas dedicadas e carinhosas.

Todo mundo merece umas férias. Até nossos amigos de quatro patas!

E você? Já hospedou seu gato ou cachorro em um Hotelzinho? Já contratou um Pet Sitter? Conte para nós como foi, nos comentários. Diga se esquecemos de abordar alguma coisa.

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