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Como cuidar de gatos com a pata amputada? 6 dicas essenciais

Seu gato precisou amputar a pata? Essa é uma situação difícil, mas ele pode se readaptar ao ambiente. Veja algumas dicas para isso acontecer de forma tranquila, segura e confortável aqui!

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por Lucas Silva

05/02/2021 | Atualizado em 26/07/2022

Veja aqui como cuidar de gatos com a pata amputada

Paciência e apoio são essenciais para a readaptação do seu gato. Fonte: Unsplash.
Paciência e apoio são essenciais para a readaptação do seu gato. Fonte: Unsplash.

Para todos, a situação é drástica e extremamente traumática: seu gato sofre um problema e precisa amputar uma pata. Pode ser um câncer, uma lesão, uma infecção… Muitos tutores evitam pensar na possibilidade, mas ela pode acontecer por uma série de motivos. Então, o que resta fazer? Como cuidar de um gato com a pata amputada? Que cuidados tomar em casa? Pensando nisso, fomos atrás de conselhos, histórias e recomendações.

Confira 6 dicas essenciais para cuidar do seu amigo peludo. E lembre-se: a vida continua para ele!

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6. Paciência: seu gato está reaprendendo tudo

O procedimento de amputar a pata de um gato é simples e seguro quando feito por um veterinário capacitado. Quando a operação é requerida, significa que todos os demais tratamentos não levaram a resultados positivos. Ou seja, o veterinário está salvando a vida de seu gato.

Assim, você pode pensar que seu gato está “renascendo”. Ele está reaprendendo a viver apenas com 3 patas. Antes, ele podia correr, pular e agarrar quase tudo. Agora, ele precisa se readaptar, seja na mobilidade, ou na interação (no caso de uma pata da frente). Ele vai se adaptar, e se estiver com uma prótese, logo vai saber se mover com esse recurso fisioterapêutico.

Mas para isso, a ajuda, paciência e apoio são essenciais. Logo, tenha paciência. Ele vai estar mais lento no início, e talvez mais arredio.

5. Rearranje os espaços da casa

Se a sua casa era pensada para um gato que saltava, agora que seu gato está amputado tudo vai precisar mudar. Será muito difícil que seu gato consiga pular, ou mesmo subir em um móvel. Espaços estreitos (tipo em baixo de uma prateleira, ou no vão do sofá) também estarão fora de cogitação.

Logo, você vai precisar adaptar a casa. Opte por arranhadores de só um andar, ou mesmo, só por arranhadores “poste” e “esteira”. Espaços estreitos terão de ser fechados ou terão de ter o acesso dificultado.

Pode acontecer de seu gato conseguir entrar num canto (uma gaveta, um nicho), mas não sair. Ocasionalmente, a mudança não será definitiva – é só até que o gato reaprenda totalmente sobre seu novo corpo.

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4. Aposte em rampas e superfícies ásperas

Dica valiosa para tutores de gatos amputados, principalmente se o gato viver em uma casa com escadas.

Pense que qualquer mudança no nível do chão pode ser, para seu bichano, um desafio quase impossível. Pense como seria para uma pessoa que usa cadeira de rodas, por exemplo, subir uma escada.

Rampas são uma solução, mesmo para degraus mínimos, porque diminuirão o esforço que seu gato fará ao se locomover. Se o gato sentir que subir um degrau é um esforço muito grande, tenha certeza, ele não vai se mexer.

Já a superfície áspera dará ao gato amputado mais segurança. Pense em como seria você andar em um azulejo escorregadio usando só uma perna. Para o gato é a mesma sensação. Uma superfície áspera – carpete, concreto, borracha – vai diminuir a chance do gato escorregar. Ele vai sentir mais confiança ao andar pela casa.

3. Redobre os cuidados com a higiene

Quando a gente fala em higiene do gato amputado, não é só limpar os curativos com regularidade. É também repensar as caixas de areia, tanto em quantidade, quanto em limpeza.

Antes, seu gato tinha mais facilidade para limpar as fezes, para correr até o espaço da urina, e qualquer sujeira, como lama ou areia, não era um problema tão sério.

Contudo, agora a situação mudou. Seu gato talvez não chegue a tempo na caixa de areia, ou talvez ele chegue, mas não queira usar aquela, porque não conseguiu limpar as fezes direito. Então, aumente o número de caixas de areia, e posicione-as em lugares mais próximos de onde o gato costuma ficar.

No caso dos ferimentos, lembre-se, qualquer sujeira pode causar uma infecção. Então, limpe tudo com muito cuidado e com frequência.

2. Brinque bastante e desestimule o sedentarismo – mas sem forçar a barra

Será natural, nos primeiros meses, que seu gato amputado queira andar menos. Assim, facilitar a vida dele, em termos de alimentação e higiene, é essencial.

Você só não pode virar um táxi de gato. Como assim? Você precisa deixar seu gato reaprender a andar, brincar, interagir, sob o risco dele ficar sedentário, obeso e ter todos os problemas decorrentes disso.

Seu gato precisa se mover também. Não é apenas para reaprender os movimentos – é também para não acumular gorduras. Além disso, brincadeiras previnem doenças mentais, como depressão e demência.

Lembra da frase “corpo são, mente sã”? É o caso aqui. Seu gato precisa entender que a vida continua – e você também. Pode ter dó e pena, mas não desestimule seu gato a reaprender a andar e fazer as coisas.

Porém, não exagere. Não faça seu gato sofrer, tendo que andar quando ele não quer, ou brincar quando ele está cansado. Isso pode traumatizar o felino e atrapalhar a recuperação.

1. Mude a dieta do seu gato

Mudar a dieta do seu gato ajudará na readaptação dele. Fonte: Unsplash.
Mudar a dieta do seu gato ajudará na readaptação dele. Fonte: Unsplash.

Seu gato amputado terá uma limitação de movimentos. Isso significa que o gasto energético dele será menor. Ao mesmo tempo, os hábitos alimentares dele não necessariamente vão acompanhar essa redução. Ou seja: seu gato provavelmente vai sentir a fome de antes, mas vai queimar menos calorias agora.

Logo, um dos efeitos da amputação pode ser aumento de peso. A obesidade não é algo positivo tanto por problemas renais, cardíacos e vasculares, quanto por problemas musculares (uma das pernas precisará sustentar o peso que antes era dividido em duas).

Assim, não basta que seu gato faça fisioterapia e treinos funcionais. Ele precisará de uma mudança nos hábitos alimentares. Ocasionalmente, de uma dieta rica em um mineral e pobre em outra ou reduzida em carboidratos ou açúcares, entre outras. Lembrando: apenas o veterinário poderá dar o diagnóstico correto.

Assim, se atente a isso e peça sugestões e indicações para o veterinário. O médico vai solicitar exames e orientar você nesse sentido, a fim de que seu gato não sinta as mudanças de alimentação de forma tão drástica.

Palavra final

Lembre, ter um gato amputado não é o fim do mundo. Seu gato vai continuar amando você, e você deve continuar amando ele, para, dessa forma, vocês ainda viverem muitas experiências juntos! Você talvez não acredite, mas seu gato vai aprender a andar sozinho, e readquirirá um pouco da independência felina que tinha antes. Mas para isso, vai precisar de sua ajuda, amor e carinho. Acredite na força e inteligência de seu gato e siga em frente. Ele perdeu uma pata, mas continua vivo!

E, caso você queira ler mais conteúdos sobre gatos e a saúde deles, não deixe de conferir nosso artigo sobre alimentos tóxicos para gatos e cachorros. Assim, quando estiver readequando a dieta do seu gato com a pata amputada, não oferecerá nenhum da lista para ele. Dê uma olhada!

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Sobre o autor

Lucas Silva

Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Revisado por

Luiza Lamas

Editor(a) sênior

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