Dicas

5 dicas para criar um gato em apartamento

por

Lucas Silva

Publicado em

| Atualizado em

ANÚNCIOS

Dicas abaixo

Dos muitos mitos que as pessoas falam sobre gatos, um dos que deixa a gente mais triste é sobre apartamentos. o que isso significa? O que o senso comum fala é que gatos e apartamentos não combinam!

Um absurdo! Você pode ser o tutor de gatos em qualquer lugar, sabia? Seja em casa, seja em apartamento, se você criar seu bichano com amor e carinho, ele vai responder com amor e carinho.

Por um lado, é claro que um apartamento tem limitações que uma casa não tem. A principal delas é na questão da altura. Se você morar numa casa muito grande (de três andares, por exemplo),é claro que seu bichano também correrá o risco de cair, e se machucar.

Outra questão importante é sobre jardins. Gatos são animais que gostam de desbravar lugares? Sem dúvida. E claro que casas, com jardim, proporcionam esse lado deles, bem mais do que um apartamento.

Porém, estar em um apartamento (mesmo uma kitnet) não significa que seu gato não poderá explorar lugares e conhecer novidades. Quer saber como?

Leia aqui nossas dicas, e crie seu gato, seja numa duplex, seja num studio, sem medo de deixar o gato infeliz.

05. Ponha redes e telas nas janelas e espaços externos

A primeira dica para criar gatos em apartamentos é proteger as janelas , varandas e espaços externos com redes e grades.

Alguns apartamentos têm terraços, alguns têm varandas, alguns têm mansardas… São janelas e áreas, que fazem o seu apartamento ter um diferencial, seja em ventilação, luz ou utilização do espaço. Porém, eles apresentam riscos para seu gato.

Assim, colocar redes, telas ou grades é muito importante. Seu gato vai querer receber doses de vento no rosto – é pelas janelas que ele vai ouvir e cheirar o mundo.

Então, coloque essas proteções. E lembre de fazer a troca periódica – em geral, a cada 5 anos.

Seu gato vai querer se esticar, andar pelos batentes, receber um banho de sol. E você não pode confiar apenas nas garras dele.

Dica de ouro: garanta que seu gato não consiga passar pelas redes! Não recomendamos a situação da foto abaixo (no caso de apartamentos)!

04. Mantenha a casa limpa

Essa é uma dica que pode parecer óbvia.No caso de tutores de gatos em apartamentos, por sua vez, ela é mais importante.

Gatos, em geral, não gostam de fazer suas necessidades em uma caixa de areia suja. Entretanto, em um apartamento, não há jardim, então…

Outra dica é no que se refere aos pelos. Seu gato vai soltar pelos, e eles vão espalhar pelo seu apartamento. Se você descuidar da limpeza, prepare-se para muitos espirros, e roupas enfestadas.

Já unhas e dentes, essas podem se tornar um problema, se seu gato não tiver como arranhar e o que morder. Mais do que defesa e alimentação, os dentes e as unhas servem para seu gato aliviar o estresse, e, com menos espaço, ele ficará mais estressado.

Faça do momento de higiene, um momento especial na relação Tutor-gato. Seu gato vai se sentir bem, mesmo se o seu lugar tiver só uns 30 m².

Ele se sentirá como parte do lugar onde vive.

3. Tenha brinquedos variados

Seu gato vai ficar muito mais feliz em um apartamento com brinquedos diferentes do que em uma casa só com um poste arranhador. Isso quer dizer: mais importante que um espaço grande, é um espaço diversificado.

Como assim? Simples: se você tiver arranhadores grandes, cheios de entradas e esconderijos, postes, cordas e afins, seu gato não vaio se entediar.

Ele precisa ter desafios e estímulos, para não engordar ou entrar em depressão. Não estamos falando para você fazer um “cross fit felino”. Permita que ele circule por baixo de mesas e cadeiras, que ele suba nos lugares. Também, esconda brinquedos e petiscos atrás de moveis, debaixo das mesas…

Seu gato precisa se movimentar nos momentos em que vocês não puderem sair. Precisa gastar energia. Criar esses “circuitos” vai fazer isso.

Brinquedos diferentes, com guizos, luzes, elásticos e molas também farão seu gato mais feliz, mesmo com pouco espaço.

Em busca de brinquedos e produtos diferenciados para seu pet? Acesse aqui e descubra!

02. Castre seu gato

A gente sempre frisa aqui, no Senhor Gato: castre o seu gato! Se você nãqo for o administrador de um catil, seu gato não precisa ter as glândulas sexuais.

Mantendo elas, o gato fica mais suscetível às doenças como canceres e infecções urinárias. Já as gatas, no período do cio, ficam alvoroçadas.

E são esses comportamentos – de influencia hormonal – que atrapalham no adestramento de um gato. O macho ficará com impulsos de dominação territorial, e, dependendo da abordagem, terá um comportamento agressivo com estranhos.

Em um apartamento, onde ele já terá mais estresse por conta do espaço, esses comportamentos de estímulo hormonal ficam mais intensos.

Castrando seus gatos, eles viveram no apartamento com mais tranquilidade. Não sentiram impulsos de cruzar, brigar ou dominar o espaço. Facilita para eles, na hora de aprender onde fazer xixi, inclusive.

01. Passeie com seu gato

Não é tão comum, alguém passear com gatos. Por outro lado, passear pode ser uma ótima forma para criar gatos em apartamentos. Seu animal vai interagir com o mundo de forma segura e saudável.

Aqui você lê mais sobre passeios.

Claro que nem todos os gatos vão querer sair de casa, e alguns, não vão querer sair com uma coleira. Porém, para os que aceitarem, passear é uma ótima forma de o gato sair do lugar-comum do apartamento.

Ele sente novos cheiros, vê outras pessoas e animais, recebe novos estímulos. Sair com o caso estimula o cérebro dele, prevenindo possíveis doenças mentais.

Pense como seria pra você: claro que não há lugar como nosso lar. Mas não é bom a gente mover as pernas, às vezes, nem que seja ir a padaria e voltar? Pro gato de apartamento é a mesma coisa.

Ele sairá, será estimulado, vai mover o corpo, gastar energias. E, quando voltar, estará tão cansado, que vai preferir só se jogar na cama, e tirar uma soneca.


O que achou de nossas dicas? Você tem um gato, morando em apartamento? Como é isso? Quais são as suas técnicas para o seu gato ser feliz, em um prédio? Escreva para nós nos comentários!

E, para não perder mais nenhuma postagem do Senhor Gato, se inscreva na nossa newsletter e fique sempre por dentro de nossos conteúdos!

Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Animais

10 dicas de ouro de como cuidar de um filhote de gato

por

Lucas Silva

Publicado em

| Atualizado em

Imagine a cena, você sempre quis adotar um gato; então você vai até o centro de adoção mais próximo, e chegando lá, o que vê? Filhotes! Pronto, agora sua dificuldade é apenas escolher qual daquelas bolotas de pelos vai ser o mais novo morador de sua casa.

O que muita gente não sabe, porém, é que criar um gatinho é bem mais do que só ensinar a fazer xixi na areia, e tomar cuidado pra ele não cair no vão do sofá.

Pense comigo: você conhece o calendário de vacinas felinas sabe qual a ração correta? Sabe quando seu amiguinho vai trocar os pelos e os dentes?

Falando assim, parece muita coisa. Porém, são detalhes que, com dedicação, você aprende rapidinho. E depois, seu gato vai crescer tão rápido, que ensinar tudo de novo, vai até dar saudades. Confira!

10. Como montar o espaço do seu filhote de gato?

O filhote de gato é, como todo filhote, uma coisinha inocente, e cheia de curiosidade sobre o mundo. Então, ele vai chegar à sua casa, ávido para descobrir sobre tudo quanto for possível.

Pense só: ele não sabe que as lâmpadas queimam, não sabe que vasos caem no chão e quebram, não sabem que sua almofada de seda não serve para ser mordida...

É um mundo novo para ele. Então, você precisa preparar o espaço para seu filhote de gato e, principalmente, ficar próximo do gatinho, para ele não se machucar.

Colocar telas nas janelas, afastar plantas (e não ter nenhuma venenosa), também é primordial. Criar “esconderijos” e “desafios” com caixas e tábuas de arranhar também fará muito bem ao seu filhote.

Por outro lado, ter brinquedos e arranhadores diversificados vai ajudar seu filhote a desenvolver autonomia, autoconhecimento e confiança.

Autoconhecimento, no caso, é ele saber e entender logo seus limites físicos, suas habilidades, e suas preferências. E claro, ter a caixinha (ou as caixinhas) de areia em lugares estratégicos e de fácil acesso.

09. Ensinando seu filhote de gato a fazer xixi

Justamente por ser um filhote, seu gatinho são saberá o que é fazer xixi ou cocô na areia. Se ele for um pouco mais velho, provavelmente terá visto a mãe fazendo, e, assim, já terá alguma noção.

Mas se o filhote for bem jovem, quem vai ensinar é você. Então, algumas dicas são essenciais.

A primeira é ter pelo menos duas caixas de areia, para seu gato. Às vezes, o gato faz xixi num canto e cocô no outro, então, é importante você considerar isso, no treinamento. E ainda, ter as caixas sempre limpas.

A segunda dica é limitar o acesso do seu gato. Se ele já souber desde pequeno, onde não pode ir, isso vai facilitar na hora de ele escolher onde fará suas necessidades.

Outras coisas, como limpar os dejetos na mesma hora – para o gato não conseguir sentir seu cheiro de novo, e então não achar que pode fazer cocô ali sempre –, e colocar estratos ou folhas secas de plantas que seu gato não gosta, no local, podem ajudar.

Mas a primeira regra: incentive o uso da caixa de areia.

08. Os dentes e as unhas do filhote de gatos

Muita gente não sabe, mas gatos também têm dentes de leite. Eles caem ao longo do primeiro ano de vida dos filhotes, mesmo assim, eles devem ser escovados.

Para isso, procure uma escova e uma pasta própria para pets na loja especializada de sua confiança.

Já em relação às unhas, elas devem ser cuidadas para não encravar e não crescer demais. Arranhadores ajudam a desgastar as unhas velhas, mas limpar, lixar e cortar é importante, para manter a higiene do bichano.

Condicionar seu gato a esses rituais, desde a infância deles, é importante, para que eles cresçam adultos saudáveis, e não estranhem você fazendo os atos de limpeza.

Para mais dicas sobre as unhas dos gatos, acesse nosso artigo exclusivo sobre essa parte do corpo dos felinos.

07. A dieta do filhote de gato

Um filhote de gato, ao contrário do que muita gente pensa, não pode beber leite. Pelo menos, não o leite de vaca. Apenas o de sua mãe.

O desmame, normalmente, acontece de forma natural, e no tempo do gato. Porém, o gato deve ser estimulado a consumir comida felina, desde cedo.

É importante consultar o veterinário, antes de comprar qualquer ração, porque às vezes, seu gato tem alguma doença ou condição que exige um cuidado maior na alimentação.

Mas, nesses primeiros meses de vida, principalmente, evite que seu gato coma qualquer coisa que não seja a ração. Assim, você evita desnutrições e baixas no sistema imunológico dele.

Confira aqui alguns sites com promoções de ração.

06. A pelagem de um filhote de gatos

Quando você adotar um filhote de gato, acostume ele com o ritual da escovação de pelos. Você pode pedir para o petshop fazer isso, mas não é uma coisa difícil.

É importante você usar uma escova de cerdas macias, e de um material antialérgico (nas lojas especializadas há diversas opções).

Isso impede a formação de nós, o acúmulo de sujeira, e bolas de pelos – que vão surgira, mas serão menos frequentes, com a escovação correta.

Lavar os pelos do gato também é essencial. Para isso, procure produtos de higiene próprios para gatos.

Cuidar de seu gato é, também, cuidar de seus pelos.

05. Vacinas e doenças do filhote de gatos

Filhotes de gatos, como crianças, precisam ser imunizadas contra doenças, nos primeiros anos de vida.

Cinco doenças, especificamente, então nos calendários de vacinação de gatos. São a Chlamydia felis, a Calicivirose, a Doença da arranhadura, a gripe felina e a Panleucopenia felina.

Além disso, a leucemia felina e a raiva também são evitáveis pela vacinação.

Quando você vacina seu filhote, você, inclusive, evita que outros gatos da casa, eventualmente, se contaminem (e vice-e-versa).

Além disso, é importante que seu gato seja vermifugado, e esteja sem pulgas e carrapatos, que podem contaminar, inclusive, os humanos da casa.

Leia mais sobre vacinas e doenças aqui. Porém, não se esqueça: todas as orientações de vacinação devem ser dadas pelo veterinário.

04. Impondo limites ao seu filhote de gatos

Impor limites não significa oprimir seu filhote de gato. É simplesmente fazer ele entender que há lugares da casa aos quais ele não pode ir, e coisas que não pode fazer.

Lugares das necessidades, alimentos, horários para dormir, comer e brincar... São coisas simples que seu gato, por ser um animal doméstico, precisa aprender.

Para isso, é importante que o filhote de gato tenha vários brinquedos, para ele não se entediar.

Além disso, você pode tentar sprays educadores, vendidos em petshops. Com eles, você espirra um pouco da essência perfumada no local a ser evitado, acostumando seu gato.

03. O filhote de gatos e outros animais da casa

Se você já for o tutor de outros animais, antes de colocar um filhote de gato em sua vida, veja bem seus amigos antigos: será que eles vão gostar de um novo ser, nas suas vidas?

A pergunta é simples, porque há animais (algumas raças de cães, gatos mais idosos) que simplesmente não suportariam essa ideia. Assim, ter um filhote em casa vai ser uma tremenda dor de cabeça. E às vezes, o pior pode acontecer (com o filhote).

Mas, se você perceber não há problemas, adote o filhote. Mas tenha ciência: seu gato mais velho vai se sentir invadido, e, a principio, ficará meio relutante com o novato. Então, crie o espaço do gato novo, longe do espaço do gato velho. E não mude seu comportamento com o antigo, por causa do novo.

Aumente a quantidade de brinquedos, caixas de areia e arranhadores, também. Adotar um gato novo, é acrescentar gastos novos, e considerar isso é importante. Seu gato velho não vai aceitar um ser diferente fazendo xixi na caixa dele, por exemplo.

02. Castrando o filhote de gato

Castrar um gato é extremamente importante.

Primeiro, isso vai reduzir consideravelmente comportamentos de influência hormonal (como agressividade).

Gatos com seus órgãos sexuais ficam mais propensos a terem um comportamento nervoso.

As gatas, por estímulo hormonal, ficam inquietas, no período do cio. Já os gatos, esses ficam aflitos quando sentem os odores de uma gata no cio, e muitos escapam de casa, nesses dias.

O segundo ponto a favor da castração é no que se refere a doenças.

Canceres, inflamações e afins podem ser evitados com esse procedimento. E, ao contrário do que muitas pessoas falam, ele pode ser feito no Centro de Controle de Zoonoses municipal, de graça.

Apenas se atente para a época. O veterinário poderá dizer o período mais adequado para seu filhote. Mas, em geral, a partir dos 6 meses já é recomendável.

Terceiro, as gestações de um gato são rápidas. Às vezes você prefere esperar um ano, acontece um “acidente” e então sua gata emprenha-se de 12 filhotes... E aí, o que você fará?

Mesmo se você quer ter um gatil, saiba que cada ano, pelo menos 10 gatinhos novos vão nascer,

01. Quando adotar um filhote de gato

A dica mais importante é saber quando o gato pode ser adotado. Criar um filhote é tudo de bom, mas deve ser na época certa. O melhor é você esperar cerca de 60 dias, para afastar o filhote e a mãe.

Seja por saúde, por hábitos, por alimentação... Gatos muito novos vão requerer muito mais cuidados, uma vez que, para eles, tudo é novo.

Assim, é importante adotar apenas de gatis reconhecidos e qualificados. Criadores de “fundo de quintal”, normalmente, não cuidam da mãe de forma adequada, nem dos filhotes, cobrando taxas veterinárias abusivas.

Em outras palavras, eles vendem o filhote, inventando gastos que não existem.

Para evitar isso, você pode procurar mais informações no Clube Brasileiro do Gato.


E você, já teve um filhote? Como foi sua experiência? Ficou alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Conte para nós nos comentários.

E, para não perder mais nenhuma postagem do Senhor Gato, se inscreva na nossa newsletter e fique sempre por dentro de nossos conteúdos!

Continuar Lendo

Em Alta