Gatos

Entre mordidas e arranhões: como lidar com um gato ansioso?

Seu gato não dorme direito? Te arranha por qualquer coisa? Eriça os pelos e mostra os dentes ao menor sinal de contrariedade? Isso pode ser um sinal de ansiedade. Saiba o que fazer

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Problema extremamente comum às pessoas, que acumulam milhares de tarefas, a ansiedade também pode acometer os gatos. Por ansiedade, não se trata daquela coisa genérica, que querer muito algo, e não aguentar esperar. Aqui falamos da ansiedade como doença.

A primeira distinção a ser feita, no caso da Ansiedade em seres humanos, é notarmos que há o Transtorno de Ansiedade Generalizada – o TAG – (uma doença) e a ansiedade (um substantivo). No caso de pessoas que sofram com TAG, procurar um médico é essencial. Como doença, tem cura, quando associada a um tratamento psicológico.

No caso de animais, a ansiedade pode ser entendida, mais como um sintoma de algum outro problema. Isso se deve ao fato de que o TAG envolve preocupações de ordem abstrata, como o futuro, relações interpessoais, questionamentos sobre si próprio. Não sabemos se gatos sentem tudo isso, quando falamos em “Ansiedade felina”.

 Ansiedade animal

Gatos ansiosos se tornam mais arredios, e respondem às contrariedades com arranhões e mordidas

No caso de animais, como os gatos, percebemos que o principal sintoma de agressividade é a agressividade. Gatos ansiosos se tornam mais arredios, e respondem às contrariedades com arranhões e mordidas.

Podem ainda, causar avarias na casa. Isso é, destroem sofás e almofadas, jogam coisas no chão, urinam e defecam pelos cantos. Outro sintoma, é o de se esconder; o gato entra no armário, fica sob a cama, foge quando aparecem pessoas.

Não é tão comum, quanto em cães, e a evolução explica isso devido ao comportamento e organização de felinos e caninos selvagens.

Tigres, onças, guepardos e leopardos são felinos selvagens – e vivem sozinhos, caçam sozinhos, encontram outros animais de sua espécie para cruzar. Leões, talvez, sejam a exceção à regra.

Lobos, raposas, coiotes, chacais e outros caninos selvagens, por sua vez, costumam viver em alcateias. Se não vivem sempre, vivem às vezes, isso é, conseguem se organizar em um grupo com um objetivo comum, caçar.

Dessa forma, cães domésticos têm o instinto de se organizarem em grupos. São animais que precisam de companhia. Por esse motivo, se o tutor fica muito tempo fora de casa, podem desenvolver sintomas de ansiedade, principalmente se forem filhotes, e ainda não têm certa autonomia de cães adultos.

Mas e quanto aos gatos? Você sabe por que o gato fica ansioso?

O medo do novo

Insegurança leva ao stress, que tem como sintoma, a ansiedade

Por trazerem comportamentos solitários em seus instintos, gatos precisam sentir-se seguros, tanto no lugar onde vivem, quanto na sua alimentação. Eles também prezam por certa rotina. De novo, é uma forma de segurança.

O gato acorda e sabe que tem comida. Ele conhece cada canto da casa, e sabe como se proteger lá. Ele sabe quem são os moradores da casa, e que eles fazem parte de sua vida.

Se alguma dessas coisas não correr bem, o gato começa a se sentir inseguro. E a insegurança leva ao stress, que tem como sintoma, a ansiedade. O gato fica com a “sensação” de que ele precisa agir a qualquer hora, que a qualquer momento vai precisar fugir, ou brigar.

E por que isso acontece? Podem ser alguns fatores.

O mais comum, talvez, seja a ausência prolongada do tutor. O tutor sai de casa sem deixar a casa em condições adequadas pro gato (comida, água, brinquedos). O gato se sente desorientado.

O segundo motivo é mudanças. A mudança de uma casa para outra, nos primeiros dias, pode ser assustador para o gato. É um território novo, ele não sabe onde pode ir, o que tem à sua volta, o que pode acontecer lá.

Um terceiro motivo é o início de uma nova rotina. Por exemplo: Todo o dia o gato acorda de manhã, tem comida, brinca, dez horas da noite ele dorme. É uma rotina. Na semana seguinte, ele acorda de manhã, mas não tem comida ainda, o sono leva ele para algum lugar, voltam e algum evento na casa impede o gato de dormir na hora…

Sempre “alerta”, pronto pra arranhar: sintomas de ansiedade

Essa quebra de um padrão de rotina causa ansiedade, porque o gato não sabe como será seu dia. Não sabe o que vai se passar. Ele fica “alerta”, não consegue descansar.

Por fim, o quarto motivo, a introdução de outro animal na casa. Outro animal pode incluir o animal humano, claro. O tutor, de repente, passa a viver com outra pessoa. Ou ele adota outro gato. Ou ainda passa a morar com alguém que já vive com um animal.

Seu gato está sendo apresentado a uma criatura nova. Ele não sabe se aquele ser vai querer atacar ele, vai querer roubar sua comida, vai querer dominar controlar seu território. Até que o gato se acostume com os novos moradores, pode acontecer muitas crises de ansiedade.

Nota: pode não ser nada disso

Às vezes a ansiedade é efeito de uma doença

Em casos mais raros, seu gato pode estar sofrendo de alguma doença ou com alguma dor. Isso vai causar nele um stress enorme. É só imaginar como seria, se fosse com você.

Problemas como infecções parasitárias, infecções nos ouvidos ou desnutrição também podem ser o caso. Mas sempre vão incluir outros sintomas.

Se esse é o caso, já sabe: corre pro veterinário. Mas esses casos são raros, e normalmente vêm acompanhados de outros sintomas. De qualquer modo, fique atento aos sinais.

O que fazer se meu gato está ansioso?

Por que seu gato está ansioso? Alguma coisa mudou na rotina dele?

Antes de se perguntar o que fazer, se seu gato está sofrendo de ansiedade, pergunte o quê está causando essa ansiedade nele. Ir a um veterinário também é muito importante. Alguns sintomas de ansiedade, como arritmia (coração muito rápido ou muito devagar) e falta de fome podem ser ansiedade, ou alguma outra doença.

Pensando nos motivos que podem causar ansiedade, analise como está a vida de seu gato. Acima, listamos algumas coisas que podem ser motivo de ansiedade.

  1. Você fica mais de 8 horas fora de casa?
  2. Você e o gato se mudaram recentemente?
  3. Seu gato está passando por alguma mudança de rotina?
  4. Há algum animal (ou pessoa) novo, morando com vocês?

Diante dessa possibilidade, a primeira ação a ser tomada é mostrar que seu gato está em segurança. Transmita essa segurança para ele, se fazendo presente, mostrando que você está lá, para ouvir e conviver com ele. Garanta que haja comida o suficiente para seu gato e, no caso de uma ausência prolongada, ofereça um petisco, quando você voltar.

É importante, ainda, que seu gato tenha brinquedos e móveis onde ele possa gastar sua energia. Arranhadores, estantes, arranhadores de dois andares, bichinhos de pelúcia e bolas vão ajudar o gato a se distrair e se exercitar.

(Lembre de só comprar bolas e bichinhos em petshops. O tecido de um brinquedo humano pode causar alergia no gato)

Cuidar da alimentação também é importante. A ausência de algumas vitaminas pode causar alterações de humor. O ganho de peso pode estimular sedentarismo, e esse problema também pode causar ansiedade.

No caso de novos moradores na casa, você deve estimular o convívio do gato e eles. No caso de outros humanos, nem tanto, mas com outros pets, você deve saber dividir seu tempo. Dar atenção ao gato antigo e ao pet novo de forma igual. Estimular brincadeiras entre eles também ajuda. Faça o gato perceber que aquele não é um invasor – é um amigo.

(E, evidentemente, não permita que o pet novo invada o espaço do gato antigo)

Ansiedade em gatos:

O gato pode ficar agressivo até com você, se estiver ansioso. Tenha Paciência!
  • É um problema que afeta a saúde do animal;
  • Não é manha;
  • Tem tratamento;
  • Tem cura.

Basta você estar pronto a se dedicar com amor e carinho, e não ser ausente da vida de seu gato. Ele precisa de você para se acalmar e se sentir seguro. Esse é o primeiro, e principal, tratamento.


Seu gato já sofreu de ansiedade? como você contornou o problema? Achou difícil? Fácil? Conte para nós como foi essa experiência! E sobre as técnicas, o que você achou? Faltou falarmos alguma coisa? Escreva nos comentários.

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Sobre o autor  /  Lucas Silva

Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Revisado por  /  Samantha Scorbaioli

Editor(a) sênior

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