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Viajar com gatos: é possível? Como?

Vai viajar com seu gato? Não sabe o que levar na mala? Não sabe que documentos são necessários? Descubra tudo isso aqui, e prepare-se pras férias da sua vida!

por

Lucas Silva

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Quem ama viajar e é tutor de gatos sabe que, chegando o momento da viagem, o coração já fica mais apertado. É o seu momento de descansar, mas aí você vai deixar seu amigo felino?

Suprimindo essa carência, começam a surgir Hotéis Pet Friendly. Ou seja, hotéis que vão atender você e seu gato com a mesma qualidade, preocupação e cuidados.

Claro que, antes, já existiam hotéis que atendiam pessoas, e aceitavam animais. No caso dos hotéis Pet Friendly, porém, a equipe do hotel contará com camareiros, hostess e faxineiros que atendem pessoas e animais.

Logo, viajar com seu gato se torna uma ideia maravilhosa, não é verdade? Porém, mesmo com todo esse cuidado, você ainda precisará se preparar para sua viagem com seu gato.

Alguns cuidados são essenciais. Você sabe quais são esses? Quais as dicas para que dê tudo certo? Confira agora, e viaje sem medo!

ANÚNCIOS

1. Seu gato poderá entrar no país?

Primeiro descubra se o seu destino permite a entrada de gatos

É um caso cada vez mais raro. Porém, há países onde a entrada de animais, mesmo domésticos, é proibida. Logo, antes de começar a pensar em viajar com o gato, primeiro descubra se o seu destino permite a entrada de gatos.

E em quais condições? Como assim? Talvez seja mais comum no caso de cães, mas você sabia que algumas praticas abomináveis, como cortar a cauda do animal, ainda não praticadas por criadores ilegais? E que alguns países, buscando combater isso, proíbem a entrada de animais “operados”?

Dessa forma, o primeiro passo é descobrir se o seu gato pode ir praquele lugar. Muitos países podem pedir um Certificado Veterinário Internacional. Para saber se é o caso, acesse o site da embaixada do país.

2. O que levar

Uma mala para você, uma para seu gato

Acertado o local, vamos às bagagens. A primeira e mais importante dica é a respeito de o que levar à viagem. Você precisa pensar em roupas, remédios, alimentos, brinquedos…

Se a viagem for em território nacional, tudo fica muito mais simples. Por exemplo, a ração vendida em São Paulo, muito provavelmente, também estará à venda no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Em Porto Alegre, no Recife…

Se sua viagem for internacional, aí começa o motivo de atenção.

Será que na cidade de sua hospedagem vai ter aquela ração específica para a condição de saúde do seu gato, por exemplo? Se seu gato tiver diabetes, será que você encontra, fácil, a insulina certa pra ele?

Vale lembrar que algumas marcas são multinacionais (Whiskas, Purin, Royal Canin, etc.). Entretanto, os nomes comerciais de rações podem mudar, de país pra país.

O mesmo vale para remédios. Alguns, inclusive, podem ter substâncias proibidas, na sua composição (Dipirona, por exemplo, foi abolida nos Estados Unidos). Assim, você e seu veterinário precisaram pesquisar e pensar, juntos, em soluções, se for o caso.

Levar receitas traduzidas também é essencial.

Sabe quais são as cidades que mais amam gatos, no mundo? Acesse aqui e descubra!

3. Transportando o gato

O gato precisa ser transportado com muito cuidado

Se você e o gato forem viajar de carro ou ônibus (ou até trem), o transporte dica mais fácil. Basta uma caixa de transporte que seja grande o bastante para o animal ficar de pé, e dar uma volta dentro dela, e pronto.

Talvez você tenha de comprar um assento só para o gato. mas tudo bem, não é?

Agora, se a viagem for de avião, aí a coisa fica mais difícil. Primeiro, você precisa saber como são as condições impostas pela empresa aérea , para transportar animais. precisa despachar o animal? Pode ir na cabine?

Depois, você precisa tomar muito cuidado para deixar a caixa de transporte bem trancada e identificada. Provavelmente a empresa vai fornecer identificadores para você por o nome, endereço, itinerário. Mas, por via das dúvidas, reforce com adesivos indicando que lá tem um animal vivo, com plaquinhas de sinalização presas com cordas resistentes…

Confira com o veterinário se o seu gato precisará de algum remédio específico para a viagem (a pressão atmosférica pode causar dor nos ouvidos do gato). Então, confira com a empresa, como fazer para o gato ter água e alimento em abundância, na caixa de transporte.

4. Não se esqueça de documentos e carteira de vacinação – bilíngue

Gatos também precisam de documentação

Mesmo se a sua viagem de avião for para dentro do país, leve sempre documentos e a carteira de vacinação do gato, tanto numa versão em português, quanto em uma em inglês.

Se você estiver indo para algum país com alfabetos diferentes (China, Japão, Rússia), pode ser uma boa ideia ter uma versão nesse alfabeto, também.

Por que, até em viagens nacionais (de avião)? Porque um aeroporto é um lugar onde há pessoas de muitos países. E, confusões podem acontecer.

Já a carteira de vacinação atualizada, isso é uma questão de saúde pública. Alguns países proíbem a entrada de pessoas e animais que não tiverem as devidas vacinas. É uma forma de proteger a população desse país.

Essas informações, você normalmente encontra no site da embaixada desse país.

Para saber sobre os documentos pets, acesse aqui.

5. Leve o “sinta-se em casa” ao pé da letra

Faça o gato se sentir confortável

Seu gato, como todo o gato, provavelmente detesta mudanças. Já falamos sobre coisas que gatos não gostam muito. Mudanças e passeios são duas delas.

Logo, para seu gato não ficar estressado, é vital que ele tenha brinquedos e referências de sua casa, no lugar aonde vocês vão. Brinquedos, mantas, e pelo menos 1 arranhador (pode ser um simples, de colocar, de colocar no braço do sofá), vão fazer seu gato ficar mais tranquilo.

No caso da caixa de areia, talvez seja mais fácil levar uma caixa, e comprar a areia no local. Depois você descarta no lixo adequado. Levar a areia pode ser um peso desnecessário.

Além disso, logo que você chegar ao hotel, por mais pet friendly que ele seja, é melhor já determinar os espaços do gato, no quarto. Você não quer correr o risco de precisar pagar pra consertar um estofado de sofá, quer?

Está achando que viajar com seu gato é muito difícil? Então, opte por um hotelzinho ou pet sitter. Saiba mais, aqui.

DICAS DE OURO

Cuidado pro gato não escapar
  1. Conheça muito bem o hotel que você e seu gato irão, e no primeiro dia, faça o mais completo tour que for possível. No caso de seu gato escapar (seja do serviço do hotel de day care, seja do seu quarto), saber onde ele poderá estar vai facilitar em muito, as buscas.
  2. É indispensável que seu gato use uma coleira com: A) o nome do gato; B)seu nome; C) endereço do hotel; D) endereço da embaixada de seu país de origem naquela cidade. Todas as informações precisam estar em inglês, e, se possível, na língua local.
  3. Não acredite que seu gato vai saber se guiar pelo cheiro. Então, jamais deixe ele sair pra dar “um passeio”. E se for sair com ele, use uma guia presa à coleira.
  4. Faça o seguro-viagem do gato, e tenha o número de telefone e o endereço de pelo menos 3 veterinários locais (cobertos pela seguradora), sempre à mão.

Viajar com seu gato…

Basta carinho e o bom-senso, que sua viagem com seu gato será inesquecível!

É um pouco trabalhoso. Tipo viajar com crianças. Mas no caso do gato, é ainda mais. O gato não vai te obedecer (ok, a criança também não, provavelmente).

Por outro lado, pode ser um momento maravilhoso para você, e quem mais estiver com você, de ter ótimas lembranças e diversões com o membro mais fofo e peludo da família.

Então, se você acha que é importante seu gato estar com você na viagem, vai fundo. Basta seguir esses conselhos, e por o carinho e o bom-senso na frente, que sua viagem será inesquecível!


E você? Já viajou com seu? Vocês foram pra onde? Como foi? Conte para nós como foi, nos comentários. Diga se esquecemos de abordar alguma coisa.

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Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Animais

10 dicas de ouro de como cuidar de um filhote de gato

por

Lucas Silva

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Imagine a cena, você sempre quis adotar um gato; então você vai até o centro de adoção mais próximo, e chegando lá, o que vê? Filhotes! Pronto, agora sua dificuldade é apenas escolher qual daquelas bolotas de pelos vai ser o mais novo morador de sua casa.

O que muita gente não sabe, porém, é que criar um gatinho é bem mais do que só ensinar a fazer xixi na areia, e tomar cuidado pra ele não cair no vão do sofá.

Pense comigo: você conhece o calendário de vacinas felinas sabe qual a ração correta? Sabe quando seu amiguinho vai trocar os pelos e os dentes?

Falando assim, parece muita coisa. Porém, são detalhes que, com dedicação, você aprende rapidinho. E depois, seu gato vai crescer tão rápido, que ensinar tudo de novo, vai até dar saudades. Confira!

10. Como montar o espaço do seu filhote de gato?

O filhote de gato é, como todo filhote, uma coisinha inocente, e cheia de curiosidade sobre o mundo. Então, ele vai chegar à sua casa, ávido para descobrir sobre tudo quanto for possível.

Pense só: ele não sabe que as lâmpadas queimam, não sabe que vasos caem no chão e quebram, não sabem que sua almofada de seda não serve para ser mordida...

É um mundo novo para ele. Então, você precisa preparar o espaço para seu filhote de gato e, principalmente, ficar próximo do gatinho, para ele não se machucar.

Colocar telas nas janelas, afastar plantas (e não ter nenhuma venenosa), também é primordial. Criar “esconderijos” e “desafios” com caixas e tábuas de arranhar também fará muito bem ao seu filhote.

Por outro lado, ter brinquedos e arranhadores diversificados vai ajudar seu filhote a desenvolver autonomia, autoconhecimento e confiança.

Autoconhecimento, no caso, é ele saber e entender logo seus limites físicos, suas habilidades, e suas preferências. E claro, ter a caixinha (ou as caixinhas) de areia em lugares estratégicos e de fácil acesso.

09. Ensinando seu filhote de gato a fazer xixi

Justamente por ser um filhote, seu gatinho são saberá o que é fazer xixi ou cocô na areia. Se ele for um pouco mais velho, provavelmente terá visto a mãe fazendo, e, assim, já terá alguma noção.

Mas se o filhote for bem jovem, quem vai ensinar é você. Então, algumas dicas são essenciais.

A primeira é ter pelo menos duas caixas de areia, para seu gato. Às vezes, o gato faz xixi num canto e cocô no outro, então, é importante você considerar isso, no treinamento. E ainda, ter as caixas sempre limpas.

A segunda dica é limitar o acesso do seu gato. Se ele já souber desde pequeno, onde não pode ir, isso vai facilitar na hora de ele escolher onde fará suas necessidades.

Outras coisas, como limpar os dejetos na mesma hora – para o gato não conseguir sentir seu cheiro de novo, e então não achar que pode fazer cocô ali sempre –, e colocar estratos ou folhas secas de plantas que seu gato não gosta, no local, podem ajudar.

Mas a primeira regra: incentive o uso da caixa de areia.

08. Os dentes e as unhas do filhote de gatos

Muita gente não sabe, mas gatos também têm dentes de leite. Eles caem ao longo do primeiro ano de vida dos filhotes, mesmo assim, eles devem ser escovados.

Para isso, procure uma escova e uma pasta própria para pets na loja especializada de sua confiança.

Já em relação às unhas, elas devem ser cuidadas para não encravar e não crescer demais. Arranhadores ajudam a desgastar as unhas velhas, mas limpar, lixar e cortar é importante, para manter a higiene do bichano.

Condicionar seu gato a esses rituais, desde a infância deles, é importante, para que eles cresçam adultos saudáveis, e não estranhem você fazendo os atos de limpeza.

Para mais dicas sobre as unhas dos gatos, acesse nosso artigo exclusivo sobre essa parte do corpo dos felinos.

07. A dieta do filhote de gato

Um filhote de gato, ao contrário do que muita gente pensa, não pode beber leite. Pelo menos, não o leite de vaca. Apenas o de sua mãe.

O desmame, normalmente, acontece de forma natural, e no tempo do gato. Porém, o gato deve ser estimulado a consumir comida felina, desde cedo.

É importante consultar o veterinário, antes de comprar qualquer ração, porque às vezes, seu gato tem alguma doença ou condição que exige um cuidado maior na alimentação.

Mas, nesses primeiros meses de vida, principalmente, evite que seu gato coma qualquer coisa que não seja a ração. Assim, você evita desnutrições e baixas no sistema imunológico dele.

Confira aqui alguns sites com promoções de ração.

06. A pelagem de um filhote de gatos

Quando você adotar um filhote de gato, acostume ele com o ritual da escovação de pelos. Você pode pedir para o petshop fazer isso, mas não é uma coisa difícil.

É importante você usar uma escova de cerdas macias, e de um material antialérgico (nas lojas especializadas há diversas opções).

Isso impede a formação de nós, o acúmulo de sujeira, e bolas de pelos – que vão surgira, mas serão menos frequentes, com a escovação correta.

Lavar os pelos do gato também é essencial. Para isso, procure produtos de higiene próprios para gatos.

Cuidar de seu gato é, também, cuidar de seus pelos.

05. Vacinas e doenças do filhote de gatos

Filhotes de gatos, como crianças, precisam ser imunizadas contra doenças, nos primeiros anos de vida.

Cinco doenças, especificamente, então nos calendários de vacinação de gatos. São a Chlamydia felis, a Calicivirose, a Doença da arranhadura, a gripe felina e a Panleucopenia felina.

Além disso, a leucemia felina e a raiva também são evitáveis pela vacinação.

Quando você vacina seu filhote, você, inclusive, evita que outros gatos da casa, eventualmente, se contaminem (e vice-e-versa).

Além disso, é importante que seu gato seja vermifugado, e esteja sem pulgas e carrapatos, que podem contaminar, inclusive, os humanos da casa.

Leia mais sobre vacinas e doenças aqui. Porém, não se esqueça: todas as orientações de vacinação devem ser dadas pelo veterinário.

04. Impondo limites ao seu filhote de gatos

Impor limites não significa oprimir seu filhote de gato. É simplesmente fazer ele entender que há lugares da casa aos quais ele não pode ir, e coisas que não pode fazer.

Lugares das necessidades, alimentos, horários para dormir, comer e brincar... São coisas simples que seu gato, por ser um animal doméstico, precisa aprender.

Para isso, é importante que o filhote de gato tenha vários brinquedos, para ele não se entediar.

Além disso, você pode tentar sprays educadores, vendidos em petshops. Com eles, você espirra um pouco da essência perfumada no local a ser evitado, acostumando seu gato.

03. O filhote de gatos e outros animais da casa

Se você já for o tutor de outros animais, antes de colocar um filhote de gato em sua vida, veja bem seus amigos antigos: será que eles vão gostar de um novo ser, nas suas vidas?

A pergunta é simples, porque há animais (algumas raças de cães, gatos mais idosos) que simplesmente não suportariam essa ideia. Assim, ter um filhote em casa vai ser uma tremenda dor de cabeça. E às vezes, o pior pode acontecer (com o filhote).

Mas, se você perceber não há problemas, adote o filhote. Mas tenha ciência: seu gato mais velho vai se sentir invadido, e, a principio, ficará meio relutante com o novato. Então, crie o espaço do gato novo, longe do espaço do gato velho. E não mude seu comportamento com o antigo, por causa do novo.

Aumente a quantidade de brinquedos, caixas de areia e arranhadores, também. Adotar um gato novo, é acrescentar gastos novos, e considerar isso é importante. Seu gato velho não vai aceitar um ser diferente fazendo xixi na caixa dele, por exemplo.

02. Castrando o filhote de gato

Castrar um gato é extremamente importante.

Primeiro, isso vai reduzir consideravelmente comportamentos de influência hormonal (como agressividade).

Gatos com seus órgãos sexuais ficam mais propensos a terem um comportamento nervoso.

As gatas, por estímulo hormonal, ficam inquietas, no período do cio. Já os gatos, esses ficam aflitos quando sentem os odores de uma gata no cio, e muitos escapam de casa, nesses dias.

O segundo ponto a favor da castração é no que se refere a doenças.

Canceres, inflamações e afins podem ser evitados com esse procedimento. E, ao contrário do que muitas pessoas falam, ele pode ser feito no Centro de Controle de Zoonoses municipal, de graça.

Apenas se atente para a época. O veterinário poderá dizer o período mais adequado para seu filhote. Mas, em geral, a partir dos 6 meses já é recomendável.

Terceiro, as gestações de um gato são rápidas. Às vezes você prefere esperar um ano, acontece um “acidente” e então sua gata emprenha-se de 12 filhotes... E aí, o que você fará?

Mesmo se você quer ter um gatil, saiba que cada ano, pelo menos 10 gatinhos novos vão nascer,

01. Quando adotar um filhote de gato

A dica mais importante é saber quando o gato pode ser adotado. Criar um filhote é tudo de bom, mas deve ser na época certa. O melhor é você esperar cerca de 60 dias, para afastar o filhote e a mãe.

Seja por saúde, por hábitos, por alimentação... Gatos muito novos vão requerer muito mais cuidados, uma vez que, para eles, tudo é novo.

Assim, é importante adotar apenas de gatis reconhecidos e qualificados. Criadores de “fundo de quintal”, normalmente, não cuidam da mãe de forma adequada, nem dos filhotes, cobrando taxas veterinárias abusivas.

Em outras palavras, eles vendem o filhote, inventando gastos que não existem.

Para evitar isso, você pode procurar mais informações no Clube Brasileiro do Gato.


E você, já teve um filhote? Como foi sua experiência? Ficou alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Conte para nós nos comentários.

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