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Gato anão: conheça a raça Munchkin

Por

Senhor Gato 

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Você já ouviu falar em gato anão? Gatos, por si só, já são criaturas adoráveis. Imagine, então, um gato não só em versão miniatura, como também que vai ficar assim para sempre.

O quão fofo isso seria? Muito!

Afinal, está na hora de você conhecer a raça Munchkin, a raça do gato anão.

Munchkin, a raça do gato anão
O Munchkin é a raça original do gato anão
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O que caracteriza um gato anão?

Em resumo, é um animal doméstico que, devido à uma mutação genética natural, adquiriu a condição do nanismo. Seus ossos e cartilagens sofrem de um transtorno, de tal forma que podemos perceber por meio de suas patas mais curtas.

No caso do Munchkin, suas patas curtas mostraram ter um padrão hereditário dominante, semelhantemente às raças caninas Corgi e Dachshund (nosso famoso cão salsicha).

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A Raça Munchkin

O Munchkin é considerado uma raça de pequeno à médio porte, podendo chegar a pesar 4 kg. Seu pelo possui versões tanto em tamanho curto, quanto em tamanho longo, além de não ter padrão ou cor específicas.

Personalidade

Não se deixe enganar por suas patas curtas, o fato de ser anão não interfere em praticamente nada. Ao contrário do que parece, o Munchkin é um gato energético, muito rápido e ágil.

O gato Munchkin consegue correr rapidamente

Sua estrutura permite que ele faça curvas em alta velocidade.

Também não é essa característica que o impede de pular nos seus móveis. Ele pode até não alcançar alturas tão desafiadoras como outros gatos, em contrapartida, ainda consegue chegar em lugares altos, mesmo que demore mais tempo.

Este felino têm característica extrovertida e amigável, portanto se dá bem com crianças e outros animais, inclusive cachorros. Seus amigos felinos de pernas cumpridas não só os tratam como iguais, como também nem percebem que existe alguma diferença entre eles.

Além disso, é um gato que aprecia interação humana, se você faz o tipo “Felícia” que adora mimar e abraçar seus bichinhos, sem dúvida o Munchkin é um companheiro ideal.

Saúde

Apesar da mutação genética, não há indícios claros de que ela provoca impacto da mesma forma na saúde desta raça. Eventualmente, existe a possibilidade de desenvolver problemas ligados à espinha dorsal, assim como acontece em raças caninas de patas curtas.

Entretanto, ainda é cedo para se dizer, pois o Munchkin foi introduzido oficialmente em 1991, sendo considerada uma raça relativamente nova e com pouco histórico.

Se acaso você esteja pensando em ter um gatinho desse em casa, tenha certeza de que o criador ofereça um documento de garantia de saúde, a fim de minimizar o risco de futuros problemas.

Ao se tornar um dono de um gato, saiba que será responsável por protege-lo contra o problema de saúde mais comum: obesidade. Ou seja, manter seu gato no peso ideal irá mantê-lo saudável.

Curiosidades

  • É conhecido por ser um gato acumulador. Adora objetos brilhantes e, na maioria das vezes, não os devolvem.
  • Ele ama ser acariciado. Nunca irá recusar um colo quentinho para receber carinho.
  • É um gato muito curioso. Em um nível totalmente diferente dos outros gatos.
  • Se comporta como um coelho. Muitas vezes são encontrados sentados sob suas patas traseiras, como os coelhos. Dessa forma, conseguem ter uma visão melhor de algo que chamou sua atenção.
O Munchkin se apoia nas pernas traseiras para observar melhor algo do seu interesse

Deu para se apaixonar por mais esse gatinho? Não teria como ser diferente, não é mesmo. Lembre-se de cuidar muito bem do seu felino, dessa forma ele poderá lhe proporcionar muitos anos de companhia.

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10 dicas de ouro de como cuidar de um filhote de gato

Por

Lucas Silva 

| Publicado em

Imagine a cena, você sempre quis adotar um gato; então você vai até o centro de adoção mais próximo, e chegando lá, o que vê? Filhotes! Pronto, agora sua dificuldade é apenas escolher qual daquelas bolotas de pelos vai ser o mais novo morador de sua casa.

O que muita gente não sabe, porém, é que criar um gatinho é bem mais do que só ensinar a fazer xixi na areia, e tomar cuidado pra ele não cair no vão do sofá.

Pense comigo: você conhece o calendário de vacinas felinas sabe qual a ração correta? Sabe quando seu amiguinho vai trocar os pelos e os dentes?

Falando assim, parece muita coisa. Porém, são detalhes que, com dedicação, você aprende rapidinho. E depois, seu gato vai crescer tão rápido, que ensinar tudo de novo, vai até dar saudades. Confira!

10. Como montar o espaço do seu filhote de gato?

O filhote de gato é, como todo filhote, uma coisinha inocente, e cheia de curiosidade sobre o mundo. Então, ele vai chegar à sua casa, ávido para descobrir sobre tudo quanto for possível.

Pense só: ele não sabe que as lâmpadas queimam, não sabe que vasos caem no chão e quebram, não sabem que sua almofada de seda não serve para ser mordida…

É um mundo novo para ele. Então, você precisa preparar o espaço para seu filhote de gato e, principalmente, ficar próximo do gatinho, para ele não se machucar.

Colocar telas nas janelas, afastar plantas (e não ter nenhuma venenosa), também é primordial. Criar “esconderijos” e “desafios” com caixas e tábuas de arranhar também fará muito bem ao seu filhote.

Por outro lado, ter brinquedos e arranhadores diversificados vai ajudar seu filhote a desenvolver autonomia, autoconhecimento e confiança.

Autoconhecimento, no caso, é ele saber e entender logo seus limites físicos, suas habilidades, e suas preferências. E claro, ter a caixinha (ou as caixinhas) de areia em lugares estratégicos e de fácil acesso.

09. Ensinando seu filhote de gato a fazer xixi

Justamente por ser um filhote, seu gatinho são saberá o que é fazer xixi ou cocô na areia. Se ele for um pouco mais velho, provavelmente terá visto a mãe fazendo, e, assim, já terá alguma noção.

Mas se o filhote for bem jovem, quem vai ensinar é você. Então, algumas dicas são essenciais.

A primeira é ter pelo menos duas caixas de areia, para seu gato. Às vezes, o gato faz xixi num canto e cocô no outro, então, é importante você considerar isso, no treinamento. E ainda, ter as caixas sempre limpas.

A segunda dica é limitar o acesso do seu gato. Se ele já souber desde pequeno, onde não pode ir, isso vai facilitar na hora de ele escolher onde fará suas necessidades.

Outras coisas, como limpar os dejetos na mesma hora – para o gato não conseguir sentir seu cheiro de novo, e então não achar que pode fazer cocô ali sempre –, e colocar estratos ou folhas secas de plantas que seu gato não gosta, no local, podem ajudar.

Mas a primeira regra: incentive o uso da caixa de areia.

08. Os dentes e as unhas do filhote de gatos

Muita gente não sabe, mas gatos também têm dentes de leite. Eles caem ao longo do primeiro ano de vida dos filhotes, mesmo assim, eles devem ser escovados.

Para isso, procure uma escova e uma pasta própria para pets na loja especializada de sua confiança.

Já em relação às unhas, elas devem ser cuidadas para não encravar e não crescer demais. Arranhadores ajudam a desgastar as unhas velhas, mas limpar, lixar e cortar é importante, para manter a higiene do bichano.

Condicionar seu gato a esses rituais, desde a infância deles, é importante, para que eles cresçam adultos saudáveis, e não estranhem você fazendo os atos de limpeza.

Para mais dicas sobre as unhas dos gatos, acesse nosso artigo exclusivo sobre essa parte do corpo dos felinos.

07. A dieta do filhote de gato

Um filhote de gato, ao contrário do que muita gente pensa, não pode beber leite. Pelo menos, não o leite de vaca. Apenas o de sua mãe.

O desmame, normalmente, acontece de forma natural, e no tempo do gato. Porém, o gato deve ser estimulado a consumir comida felina, desde cedo.

É importante consultar o veterinário, antes de comprar qualquer ração, porque às vezes, seu gato tem alguma doença ou condição que exige um cuidado maior na alimentação.

Mas, nesses primeiros meses de vida, principalmente, evite que seu gato coma qualquer coisa que não seja a ração. Assim, você evita desnutrições e baixas no sistema imunológico dele.

Confira aqui alguns sites com promoções de ração.

06. A pelagem de um filhote de gatos

Quando você adotar um filhote de gato, acostume ele com o ritual da escovação de pelos. Você pode pedir para o petshop fazer isso, mas não é uma coisa difícil.

É importante você usar uma escova de cerdas macias, e de um material antialérgico (nas lojas especializadas há diversas opções).

Isso impede a formação de nós, o acúmulo de sujeira, e bolas de pelos – que vão surgira, mas serão menos frequentes, com a escovação correta.

Lavar os pelos do gato também é essencial. Para isso, procure produtos de higiene próprios para gatos.

Cuidar de seu gato é, também, cuidar de seus pelos.

05. Vacinas e doenças do filhote de gatos

Filhotes de gatos, como crianças, precisam ser imunizadas contra doenças, nos primeiros anos de vida.

Cinco doenças, especificamente, então nos calendários de vacinação de gatos. São a Chlamydia felis, a Calicivirose, a Doença da arranhadura, a gripe felina e a Panleucopenia felina.

Além disso, a leucemia felina e a raiva também são evitáveis pela vacinação.

Quando você vacina seu filhote, você, inclusive, evita que outros gatos da casa, eventualmente, se contaminem (e vice-e-versa).

Além disso, é importante que seu gato seja vermifugado, e esteja sem pulgas e carrapatos, que podem contaminar, inclusive, os humanos da casa.

Leia mais sobre vacinas e doenças aqui. Porém, não se esqueça: todas as orientações de vacinação devem ser dadas pelo veterinário.

04. Impondo limites ao seu filhote de gatos

Impor limites não significa oprimir seu filhote de gato. É simplesmente fazer ele entender que há lugares da casa aos quais ele não pode ir, e coisas que não pode fazer.

Lugares das necessidades, alimentos, horários para dormir, comer e brincar… São coisas simples que seu gato, por ser um animal doméstico, precisa aprender.

Para isso, é importante que o filhote de gato tenha vários brinquedos, para ele não se entediar.

Além disso, você pode tentar sprays educadores, vendidos em petshops. Com eles, você espirra um pouco da essência perfumada no local a ser evitado, acostumando seu gato.

03. O filhote de gatos e outros animais da casa

Se você já for o tutor de outros animais, antes de colocar um filhote de gato em sua vida, veja bem seus amigos antigos: será que eles vão gostar de um novo ser, nas suas vidas?

A pergunta é simples, porque há animais (algumas raças de cães, gatos mais idosos) que simplesmente não suportariam essa ideia. Assim, ter um filhote em casa vai ser uma tremenda dor de cabeça. E às vezes, o pior pode acontecer (com o filhote).

Mas, se você perceber não há problemas, adote o filhote. Mas tenha ciência: seu gato mais velho vai se sentir invadido, e, a principio, ficará meio relutante com o novato. Então, crie o espaço do gato novo, longe do espaço do gato velho. E não mude seu comportamento com o antigo, por causa do novo.

Aumente a quantidade de brinquedos, caixas de areia e arranhadores, também. Adotar um gato novo, é acrescentar gastos novos, e considerar isso é importante. Seu gato velho não vai aceitar um ser diferente fazendo xixi na caixa dele, por exemplo.

02. Castrando o filhote de gato

Castrar um gato é extremamente importante.

Primeiro, isso vai reduzir consideravelmente comportamentos de influência hormonal (como agressividade).

Gatos com seus órgãos sexuais ficam mais propensos a terem um comportamento nervoso.

As gatas, por estímulo hormonal, ficam inquietas, no período do cio. Já os gatos, esses ficam aflitos quando sentem os odores de uma gata no cio, e muitos escapam de casa, nesses dias.

O segundo ponto a favor da castração é no que se refere a doenças.

Canceres, inflamações e afins podem ser evitados com esse procedimento. E, ao contrário do que muitas pessoas falam, ele pode ser feito no Centro de Controle de Zoonoses municipal, de graça.

Apenas se atente para a época. O veterinário poderá dizer o período mais adequado para seu filhote. Mas, em geral, a partir dos 6 meses já é recomendável.

Terceiro, as gestações de um gato são rápidas. Às vezes você prefere esperar um ano, acontece um “acidente” e então sua gata emprenha-se de 12 filhotes… E aí, o que você fará?

Mesmo se você quer ter um gatil, saiba que cada ano, pelo menos 10 gatinhos novos vão nascer,

01. Quando adotar um filhote de gato

A dica mais importante é saber quando o gato pode ser adotado. Criar um filhote é tudo de bom, mas deve ser na época certa. O melhor é você esperar cerca de 60 dias, para afastar o filhote e a mãe.

Seja por saúde, por hábitos, por alimentação… Gatos muito novos vão requerer muito mais cuidados, uma vez que, para eles, tudo é novo.

Assim, é importante adotar apenas de gatis reconhecidos e qualificados. Criadores de “fundo de quintal”, normalmente, não cuidam da mãe de forma adequada, nem dos filhotes, cobrando taxas veterinárias abusivas.

Em outras palavras, eles vendem o filhote, inventando gastos que não existem.

Para evitar isso, você pode procurar mais informações no Clube Brasileiro do Gato.


E você, já teve um filhote? Como foi sua experiência? Ficou alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Conte para nós nos comentários.

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