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Você sabe como cuidar de um gato cego? Saiba como lidar com esse problema

Você sabe quais são os problemas que causam a cegueira em gatos? Sabe como evitar esses problemas? Sabe como cuidar de um gato cego? Descubra tudo, aqui!

por

Lucas Silva

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Gatos, como todos os outros animais, estão sujeitos a doenças e deficiências de todo tipo. E a cegueira é uma dessas deficiências. Seja por doença, acidente, ou até como cicatriz de uma briga, a cegueira em felinos é uma realidade.

Então, vamos começar com a pergunta básica: você sabe o que pode fazer seu gato ficar cego (além de motivos físicos – como acidentes ou brigas)? Sabe como perceber sinais de que algo, nos olhos do seu gato, não vai bem?

E se o seu gato ficar cego, você sabe como cuidar dele? Quais adaptações necessárias na sua casa? Buscando solucionar essas e outras questões, fomos atrás de perguntas e respostas sobre gatos cegos.

O importante é você saber: gatos são animais cujos 5 sentidos são apuradíssimos. Então, se o seu gato ficar cego, ele ainda vai contar com audição, olfato, tato e paladar. Logo, poderá viver tanto, e tão bem, quanto qualquer outro gato. Prova disso é Stevie Wonder, um fofo gato cego, inglês, que toca piano.

Então, confira aqui, tudo sobre a cegueira felina!

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Porque gatos ficam cegos?

A cegueira em gatos pode acontecer por diversos fatores, de doenças a problemas genéticos, passando, evidentemente, por acidentes (por exemplo, cai algum objeto em cima do gato) ou cicatrizes (por exemplo, o gato briga com outro animal).

No caso de fatores genéticos, talvez seja possível atrasar a cegueira ou mesmo evitar ela. Mas isso, quem determina, é o veterinário. O diagnóstico, por sua vez, é feito a partir de vários exames, e também, a partir do histórico do animal, se ele existir (se é um gato de criadouro, por exemplo).

Assim, vamos às doenças felinas que podem causar a cegueira. Algumas doenças de gatos podem levar o animal a ficar cego, mas, como sintoma secundário. Outras são doenças que atacam, necessariamente, os órgãos da visão. Em quase todos os casos, são doenças tratáveis e evitáveis.

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Doenças com cegueira como sintoma secundário

Algumas doenças atacam vários órgãos de seu gato, incluindo os olhos. É o caso de doenças como Diabetes ou Hipertireoidismo (de origem metabólica, ou seja, causada pelo mal funcionamento de um órgão) ou Miíase e Toxoplasmose (causadas por agentes externos).

1.     Agentes externos

Quando falamos “agentes externos”, pensamos em vírus, bactérias, protozoários, ou mesmo moscas e larvas. Essas doenças com “agentes externos”, normalmente, começam afetando outros órgãos dos gatos – o sistema digestivo, o sistema respiratório, o sistema nervoso central.

Logo, a cegueira é mais um desses sintomas. Então, quando o gato fica cego, tendo alguma dessas doenças, provavelmente, ele já está com a infecção em estágio avançado, nos outros órgãos. Quem vai determinar esse estágio, os sintomas e os tratamentos é sempre o veterinário.

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2.     Causas metabólicas

Quando a doença é de origem metabólica, isso significa que seu gato está sofrendo pelo mal funcionamento de um órgão, e isso está afetando outras partes do corpo dele. Então, seu gato, provavelmente, estará sofrendo sintomas como perda ou de peso, má aparência dos pelos, urina com cheiro ou cor diferente, dificuldades de locomoção…

Ou seja, a cegueira vai ser mais um sintoma.

Por todos esses motivos, visitar o veterinário com regularidade, e antes que apareça qualquer sintoma, é essencial. A cegueira, nesses casos, é um sintoma de que a doença está em estágio avançado. Cuidar da saúde de seu gato passa por prever doenças futuras, e cuidar para que elas não apareçam.

Você conhece as doenças mais comuns nos gatos? Sabe como evitar elas? Descubra aqui!

Doenças específicas dos olhos

Gatos também podem ficar cegos devido a doenças que atacam, especificamente, os olhos. As mais conhecidas são glaucoma e catarata. São doenças que atacam seres humanos, e sua origem é metabólica, isso é, são problemas no metabolismo dos olhos, e podem se tratadas, quando diagnósticas a tempo

Já doenças como ceratie e uveite podem ser causadas por lesões ou agentes externos. Em ambos os casos, são doenças oculares (isso é, “exclusivamente” dos olhos), e podem se tratadas, também, quando diagnósticas no começo.

Por fim, há a atrofia progressiva da retina. Essa doença é mais uma condição genética, e a parte ruim é que não tem cura. Apesar disso, ela pode ser retardada.

Por esses motivos, é importante você saber identificar sinais de perda de visão no seu gato. Se ele esbarra nas coisas, se ele olha você, mas parece não estar prestando atenção, se ele não consegue pegar alguns objetos, leve o bichano para o veterinário.

Ás vezes, o que parece um sinal de cegueira é só manha. E às vezes, o que parece manha, é um sinal de algum grau de perda de visão. Por isso, consultas com o veterinário são sempre importantes.

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Como cuidar de um gato cego?

Se mesmo com todo o cuidado e atenção, seu gato perder a visão, o importante é não se alarmar. Gatos são animais muito adaptáveis. Têm uma audição e olfato bem melhor que a nossa. Já seus pelos do corpo e bigodes ajudam na percepção do ambiente.

Então, o que você precisa fazer são algumas adaptações. E continuar com amor e carinho para seu felino, claro. as principais dicas são:

1.     Não deixe mais portas e janelas abertas

Se antes você deixava as portas e janelas de casa abertas, a partir de agora, evite. Seu gato cego ainda consegue sentir cheiros e ouvir sons, então, ele pode ser atraído por alo fora da sua casa.

Sem visão, a chance de ele ser atropelado ou ser perder é muito maior. Além disso, ele não vai mais conseguir evitar quedas bruscas, no caso de uma janela. Por isso, invista em redes de proteção, e grades.

2.     Aumente o número de caixas de areia, bebedouros e potes de comida

Agora seu gato não consegue mais se localizar direito pela casa. Então, ele até pode se guiar até a caixa de areia ou o pote de ração, pelo cheiro. Porém, a chance dele ser perder e errar o caminho é maior.

A dica é você aumentar a quantidade de bebedouros e caixas de areia espalhadas pela casa. Isso vai tornar a vida de seu gato mais fácil.

3.     Evite mudar os moveis de lugar

Se seu gato for mais velho, ele certamente terá uma memória visual da sua casa. Então, evite mudar as coisas de lugar. Seu gato estará se guiando pelos cheiros e pela memória visual que o cheiro daquele lugar lhe traz.

Logo, se você muda um sofá ou coloca uma planta nova numa passagem, por exemplo, a chance d seu gato ser surpreendido e trombar com o móvel é maior. Torne as passagens e acessos mais fáceis, para ele.

4.     Evite sustos, e faça-se notável pelo seu gato

Por mais que seu gato, provavelmente, perceba sua presença pelo cheiro, o melhor é você sempre demonstrar que está próximo, fazendo barulhos. Quando estiver perto dele, chame seu gato, faça barulhos, aproxime a mão devagar.

Evite tocar seu gato pelas costas, se ele não estiver no seu colo. Num primeiro momento, ele pode se assustar e te arranhar. Prefira se aproximar com petiscos, e devagarzinho.

Um gato cego ainda pode viver muitos anos!

Se o seu gato ficou cego, não se desespere. No início, vocês dois vão precisar se acostumar com algumas coisas, mas não é nada que amor, paciência e carinho não torne mais fácil. Gatos cegos bem tratados, bem alimentados e vacinados vivem tanto quanto gatos com visão.

Seu gato ainda vai conseguir brincar e interagir. Basta você estar disposto a isso.


E você, tem um gato cego em casa? Já teve? Como foi a experiência? Que dicas pode dar? Sentiu falta de algum conselho? Escreva nos comentários!

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Escritor e professor. Escreve sobre literatura, poesia, animais, filmes, séries e demais coisas de cultura. Já publicou dois livros de poesia e logo publica mais um.

Animais

Viajar sem seu animal: Pet Hotel ou Pet Sitter

por

Lucas Silva

Publicado em

| Atualizado em

Você vai viajar de avião e não quer levar seu cachorro? Vai para aquela cidade de praia meio isolada, tem medo de levar seu gato, e o bichano se perder? Vai tirar uma segunda lua-de-mel e não quer levar seu filho de quatro patas?

Não tem problemas: deixe seu amigo em um Pet Hotel (Hotelzinho) ou com um Pet Sitter.

Apesar de viajar com seu bicho é superlegal, tem viagens que é melhor ele não ir; então, escolher um bom cuidador para ele é essencial.

O primeiro lugar é uma casa especializada, com uma equipe que vai garantir amor, carinho e cuidados para seu cachorro ou gato, mas num lugar estranho a ele. O segundo, é uma pessoa que vai na sua casa, durante algumas horas do dia, e lá vai se dedicar, exclusivamente, ao seu amigo peludo, dando todo o amor e cuidado que ele precisa.

Porém, qual é a opção mais adequada para seu animal? Qual é a mais adequada para o seu estilo de vida? A seguir, listamos algumas vantagens e desvantagens de Pet Hotéis e Pet Sitters, para te ajudar a decidir qual serviço escolher, e assim, poder aproveitar sua viagem, sem preocupação!

Conforto

Se para nós, sair um pouco da rotina, experimentar uma cama nova, acordar com uma bela paisagem é renovador, para o cachorro ou gato, às vezes é assustador. Pense bem: ele está em um lugar que ele não conhece, com pessoas e animais que ele não conhece.

Assim, o chamar um Pet Sitter é uma opção bem melhor, em termos de conforto. Seu animal não vai sair do lugar dele, da cama dele, não vai se afastar dos seus brinquedos e do seu cantinho do xixi...

Claro que tem animais que conseguem se dar muito bem em lugares novos. Também temos Pet Hotéis que, igual hotéis para pessoas, são muito mais luxuosos que nossas casas. Então, se você acha que seu amigo merece dar essa variada de ambiente, vale a pena investigar.

Mas é como diz o ditado: não há lugar como nosso lar.

Ponto: Pet Sitter

Socialização

A não ser que você seja o tutor de vários animais, quando você viaja, seu gato ou cachorro vão ficar sozinhos em casa. O Pet Sitter vai na sua casa, vai brincar com eles e, eventualmente, poderá levar seu amigo para passear. Mas ele ficará sozinho, principalmente de noite.

Gatos são, por instinto, animais mais propensos a ficarem sozinhos. Pense em um tigre, ou um leopardo: grandes felinos solitários. Diferente de cães, que evoluíram dos lobos, que viviam em enormes alcatéias. Assim, em um Pet Hotel, seu animal vai interagir com outros bichos da sua espécie e até de outras.

Para algumas raças de cachorro e até de gatos, ficar muitos dias sozinho pode ser bastante estressante. Pense bem: um som diferente, pessoas diferentes no bairro, ou situações inesperadas (como gritos de torcedores em dias de jogos) são coisas que vão assustar seu animal.

Se ele estiver com outros animais, no Hotelzinho, vai se sentir mais seguro, mais acolhido. Na sua casa, principalmente de noite, ele não terá ninguém para passar essa sensação de segurança.

Ponto: Hotelzinho

Atendimento individual

Quando falamos dos nossos animais, todo dono é igual: “todos os gatos são parecidos, mas só o meu gato faz isso”, vão dizer os donos. O mesmo vale para cachorros.

Dessa forma, o serviço que vai, melhor atender às necessidades exclusivas do seu animal, é um Pet Sitter. Nos Pet Hotéis, é claro que seu cachorro ou gato será muito bem cuidado, será observado de perto por cuidadores especializados e carinhosos, e vai brincar bastante. Mas, será um tratamento genérico – porque terão lá muitos outros animais

Dessa forma, só um Pet Sitter, contratado para cuidar exclusivamente do seu animal, vai saber fazer aqueles cafunés e brincadeiras que só o seu cachorro ou gato gostam. Essa pessoa estará lá para entender seu amigo peludo, para se dedicar exclusivamente para ele, e eventualmente, para fazer chamadas de vídeo para você falar com seu bichinho.

Além disso, alguns Pet Sitter podem fazer visitas ao seu animal, algumas semanas antes da sua viagem. Assim, seu gatou ou cachorro não vão estranhar quando ele for lá, e você não estiver, e o profissional já vai conhecendo melhor, cada necessidade própria, do seu amigo peludo.

Um Pet Sitter é alguém que vai amar seu pet tanto quanto você.

Ponto: Pet Sitter

Seu gato está entediado? Descubra aqui arranhadores divertidos e diferentes para ele se distrair!

Segurança

Quando você hospeda seu gato ou cachorro em um Pet Hotel, lá haverá monitoramento por câmeras, 24 horas, provavelmente, um veterinário plantonista, além de diversas pessoas, cuidando para que seu cachorro não sinta frio, fome sede, e fique sempre limpo. Ou seja, é um lugar seguro, administrado por pessoas experientes e dedicadas.

Um Pet Sitter precisa ser uma pessoa de sua extrema confiança. Existem alguns pet shops que, eventualmente, oferecem o serviço. Mesmo assim, pense bem: trata-se de uma pessoa que vai entrar, sozinha (é o que se espera) na sua casa, e, sem ninguém ver, e sem nenhuma presença de câmeras de monitoramento, vai cuidar de seu amigo – e ter acesso às suas coisas.

Por isso, é muito importante você pesquisar bem, quem é o Pet Sitter, caso opte por esse serviço. Pesquisar referências, o que falam dele nas redes sociais, se há fotos do profissional com outros cães e gatos, se ele tem conhecimentos básicos de veterinária e primeiros socorros, se ele sabe sobre alimentação animal...

Além disso, haverá períodos em que o seu animal estará sozinho, no caso de contratar um Pet Sitter. Assim, se acontecer algum problema na casa, no momento em que o Pet Sitter já tiver ido embora, não terá lá ninguém pra resolver isso de forma rápida.

É claro que existem milhares de Pet Sitters excelentes, como também existem Pet Hotéis com atendimento e instalações que deixam a desejarem. Por isso, pesquisar sobre Hoteizinhos, ver avaliações em sites especializados e redes sociais, procurar fotos, é muito importante.

Mas, de maneira geral, Pet Hotéis são mais seguros – em uma avaliação genérica.

Ponto: Hotelzinho

Valores

Um Pet Sitter é um profissional que vai dedicar algumas horas do seu dia, exclusivamente, ao seu gato ou cachorro. Ele estará com seu animal por certo período de horas, vai conversar com ele, levar para passear, dar banho, fazer toda a higiene...

Em um Pet Hotel, seu animal será cuidado, limpo, bem alimentado, brincará bastante. Mas ele não será o único animal do lugar.

Logo, alguns serviços de Pet Sitter podem ser tão caros quanto de um Hotelzinho, se não mais.

O Hotelzinho tem o custo com lavanderia e limpeza das áreas comuns, ração, eventuais remédios e brinquedos (principalmente se você tiver um cachorro que adora destruir coisas), além das contas como água, luz e eletricidade. E alguns são tão luxuosos quanto hotéis de luxo para pessoas.

Um Pet Sitter vai cobrar pelo horário que estará, pelo serviço (só alimentar e brincar? Correr com o animal? Aparar o pelo e as unhas?), mas não vai somar ao valor total as contas como mercado, farmácia e brinquedos. Logo, talvez seus valores sejam menos, mas nesse caso, você terá que arcar com todas as outras contas.

Então, vale você pesquisar bastante, sobre a estrutura e as facilidades de cada serviço, se a questão do valor for um problema.

Ponto: Empate

Resultado

Tanto um Pet Sitter quanto um Pet Hotel podem ser escolhas boas ou não, para o seu gato ou cachorro, quando você for viajar. A primeira coisa a fazer é você analisar o que você acredita que será o melhor para seu amigo. Em segundo lugar, você deve pesar as vantagens e desvantagens de cada serviço, e então, procurar aquele que for o melhor possível, o que mais te agradar e te passar confiança, dentro das suas condições.

Cada serviço tem seus pontos positivos e negativos, e, como cada gato e cada cachorro é um ser único, às vezes, um serviço será melhor para o bichano de um tutor, mas não será para outro.

Por isso, é importante você conhecer seu pet, e então pensar consigo mesmo, qual serviço será melhor para ele. O mais importante é não deixar a oportunidade das suas merecidas férias passar. Seu animal ficará bem, se o serviço escolhido for realizado por pessoas dedicadas e carinhosas.

Todo mundo merece umas férias. Até nossos amigos de quatro patas!

E você? Já hospedou seu gato ou cachorro em um Hotelzinho? Já contratou um Pet Sitter? Conte para nós como foi, nos comentários. Diga se esquecemos de abordar alguma coisa.

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